sábado, 1 de junho de 2013

What Fate Has Planned For You - Parte 2


Dessa vez resolvi não esperar pela Chloe, saí correndo na frente de todo mundo no campo de futebol inclusive da professora, coloquei meu mp3 para tocar no máximo e corri o mais rápido que conseguia. As palavras da ex do Clark não me saiam da cabeça, o que será que ela quis dizer com “ela também é especial?”.

Outra coisa que me deixou pensativa nas ultimas semanas foi o próprio Clark, às vezes ele desaparecia do nada e aparecia do nada, outras vezes sentia que ele estava escondendo alguma coisa. E certos comportamentos dele não eram normais.

Meus pensamentos foram interrompidos por uma confusão no meio do campo. Uma briga havia começado um monte de gente se formou ao redor para ver. Resolvi ir ver também, essas horas agradecia de ser alta, consegui ver o centro da roda e tomei um susto ao ver que Clark era um dos que estava brigando. Me meti no meio de todo mundo exigindo passagem até chegar ao local da briga, segurei Clark e o afastei do outro cara com quem brigava.

─ Ei, o que aconteceu? ─ Perguntei, ao mesmo tempo verificando se ele estava machucado, mas não notei nenhum arranhão.

─ Ele estava me provocando. ─ Me respondeu, mas de olho no outro cara que estava com a boca sangrando.

O professor finalmente chegou, estava com a boca suja e percebi logo que estava comendo ao invés de dar aulas. Revirei meus olhos quando ele quis bancar o autoritário.

Clark e o outro cara foram parar na diretoria, fiquei esperando por alguns minutos do lado de fora e finalmente ele saiu com um papel nas mãos.

─ Smallville, o que diabos deu em você? ─ Falei alto, estava zangada com ele.

─ Perdi a paciência, Lois. O Jason é tão abusado!

─ Vai me contar o que aconteceu agora! ─ O peguei pelo braço e o arrastei até a sua caminhonete.

Esperei ele entrar e entrei no lado do carona. Fechei a minha cara para ele e esperei ele começar a falar.

─ Ele estava me provocando, Lois. Eu não comecei nada!

─ Clark, você bateu nele e a boca dele sangrou muito.

─ A culpa não é minha se ele é fraco demais.

─ Você se sente bem depois de ter batido nele?

Ele não respondeu, virou a cabeça e ficou olhando o movimento lá fora. Depois alguns minutos ele se voltou pra mim.

─ Você está certa. Não tem justificativa, eu só vi tudo vermelho quando falaram de você...

─ De mim?

Ele suspirou de raiva de novo, então me olhou para terminar de contar.

─ Eles estavam falando de como você estava com essa roupa de ginástica, então eu falei que eu era seu namorado e aquilo era uma falta de respeito. Jason começou a me insultar e logo nós dois começamos a briga.

Aquilo me chocou um pouco, ele só estava tentando me defender. Tenho que confessar que não estava acostumada com aquilo.

─ Obrigada, Clark. Mas da próxima vez, não se importe com o que os outros falem. Nós sabemos das nossas vidas e é isso que importa.

Cheguei perto dele e o beijei com carinho. Clark retribuiu o beijo a altura e nós nos perdemos um no outro.

* * *

 Fui com ele até a fazenda, sabia que essa conversa com os pais seria bem difícil, acho que seria a primeira vez que Clark tinha brigado na escola.

O vi entrar em casa, achei melhor esperar no celeiro. Subi as escadas e me sentei no sofá, meu olho foi atraído por uma foto na sua mesa, uma foto minha e dele, tínhamos ido ao lago e parecíamos felizes, um casal de verdade. Um sorriso apareceu em meus lábios, me levantei e fui ver a fotografia de perto, estava tão feliz nesses últimos meses que nem parecia real. A constante lembrança que meu pai iria me buscar em alguns meses me assombrava, sabia que isso não ia dar certo, até tentei que isso não acontecesse, mas era quase impossível impedir a química que rolava entre a gente.

Estava tão perdida em pensamentos que nem vi quando Clark chegou e me abraçou por trás.

─ É a minha foto favorita. ─ Ele falou rente ao meu ouvido.

─ Também gosto muito dela.

Me virei para ele.

─ O que seus pais disseram?

─ Eles me deram uma bronca e estou oficialmente de castigo por duas semanas.

─ Bem, pelo menos não é muito tempo.

─ Yeah, eles pegaram leve comigo.

Cheguei mais perto dele e depositei um selinho em seus lábios.

─ É melhor me levar agora.

─ Claro...

* * *

Clark estava de castigo há uma semana, então resolvi ir visitá-lo na fazenda. Fui direto ao celeiro pois era lá que estava passando a maior parte do tempo. Subi as escadas devagar e vi Clark deitado no sofá, parecia estar cochilando, sorri e cheguei mais perto, tirei meu sapato e devagar subi no sofá em cima dele. Comecei a beijar o seu pescoço a fim de acordá-lo, ele gemeu umas palavras incoerentes, mas não acordou, resolvi então aprofundar os beijos dando leves mordidas no seu pescoço.

Notei que tinha acordado quando suas mãos foram subindo pelas minhas pernas até chegarem a minha bunda, dei um sorriso e levantei a cabeça para beijá-lo, o beijo foi intenso, mas achei melhor não continuarmos, afinal os pais dele estavam em casa e poderiam nos ver.

─ Não acha que está um pouco velho para ficar dormindo no sofá, Smallville?

─ Bem, eu estava muito cansado. ─ Ele se explicou e eu sentei no seu colo. ─ Passei o dia todo ajudando meu pai com as tarefas da fazenda.

─ Pobrezinho, deve estar exausto! ─ Falei com uma voz dengosa. ─ Quer uma massagem?

Clark abriu um sorriso e vi seus olhos brilharem, estava querendo outra coisa além da massagem, mas aquilo não seria possível naquele momento. Resolvi entrar no seu jogo, só iria fazer uma massagem mesmo. Ele se sentou no sofá e tirou a camisa, se deitou novamente, mas dessa vez de bruços. Sentei novamente na parte inferior das suas costas e comecei a minha massagem. Notei que ele estava meio tenso, devia ter trabalhado duro mesmo, minhas mãos passeavam pelas costas largas dele e algumas imagens começaram a se manifestar na minha mente...Já fazia um tempo que nós não fazíamos sexo, estavam sempre vigiando a gente e quase nunca conseguíamos ficar sozinhos, deveríamos escapar um final de semana desses.

Depois de alguns minutos, ele se virou e ficou de frente pra mim. Sorri para ele que sorriu de volta, estávamos tão felizes juntos.

─ Eu tenho que ir agora. ─ Avisei.

─ Por que? Acabou de chegar.

─ Prometi a Chloe que ia ajudá-la a se arrumar pro grande encontro hoje.

─ Quem é o cara?

─ Não sei ainda, vou arrancar informações dela daqui a pouco. ─ Saí do seu colo. ─ Agora eu tenho que ir.

─ Fica só mais um pouco.

─ Não posso, Smallville. ─ Me inclinei e dei um beijo demorado nele. ─ Te vejo amanhã.

Sai do celeiro e voltei pra casa aonde Chloe me esperava.

* * *

Depois de alguns meses, Chloe começou a namorar esse cara que estava saindo, seu nome era Jimmy alguma coisa, não decorei ainda. Clark e eu estávamos bem, tenho que confessar que estou um pouco desconfiada de algumas coisas sobre ele, Clark Kent escondia um segredo e eu ainda iria descobrir o que era. O que me levou a essa conclusão? Bem, ele é um péssimo mentiroso, às vezes seus sumiços repentinos se tornam muito estranhos, tenho a impressão de que Chloe sabe do que se trata, mas nunca a colocaria nessa posição...

Enfim, esse não era o maior dos meus problemas agora. Meu pai ligou na noite passada para confirmar sua vinda no próximo mês, não contei isso pra ninguém, especialmente pro Clark, nós estávamos tão bem e não queria dar a noticia que mês que vem tudo teria que acabar.

Clark e eu estávamos na fazenda, estava de noite e o senhor e a senhora Kent haviam ido até Metropolis comemorar o aniversário de casamento, então nós ficamos com a casa só pra gente. Ele tinha feito um jantar a luz de velas seguido de uma deliciosa sobremesa, agora nós estávamos deitados no sofá assistindo a um filme que passava na tv. Eu não estava prestando atenção, tudo o que passava na minha mente era que no próximo mês eu não iria mais ver o Clark.

─ Lo, eu tenho uma coisa pra te contar. ─ Ele se sentou no sofá e ficou de frente para mim. ─ Tenho adiado isso há muito tempo, porque eu fiquei com medo, mas não é justo com você.

─ Também tenho que te contar uma coisa, mas você primeiro.

Eu o vi tomar coragem e respirar fundo. Ele pegou uma das minhas mão e acariciou com a sua.

─ Lo, você sabe que eu sou adotado, mas eu nunca te contei sobre as minhas verdadeiras origens...─  Ele esperou um pouco e continuou. ─ Sei que pode parecer loucura, mas é melhor eu falar de uma vez...eu vim de outro planeta.

Inclinei minha cabeça para o lado, eu escutei direito? Era primeiro de abril ou o Clark tinha ficado maluco mesmo?

─ Olha, eu vou contar logo a história toda. ─ Ele continuou e eu resolvi ficar calada. ─ Há muitos anos, meu planeta de origem foi destruído então meus pais me enviaram pra cá. Vim junto com a chuva de meteoros...Tem outra coisa também, aqui na Terra, eu desenvolvi habilidades.

─ Habilidades?

─ Sim, tipo: correr mais rápido que uma bala, visão de calor, posso ouvir coisas com uma distancia considerável, sou muito forte e posso ver através de objetos.

Fiquei olhando pra ele, não sabia se dava risada ou se mandava chamar um médico pra ver o que tinha de errado com a cabeça dele.

─ Acho que alguém andou te drogando, Smallville.

Ele respirou fundo.

─ Vem comigo.

Ele me pegou pelo braço e me levou até lá fora. Estávamos de frente para o celeiro, um lugar amplo a nossa volta.

─ Por favor, não fuja depois disso.

Arregalei meus olhos quando vi Clark correr muito rápido dali, só senti um vento nos meus cabelo e a próxima coisa que notei foi ele atrás de mim, me afastei um pouco assustada. O que diabos estava acontecendo?

─ Lo, por favor, diz alguma coisa.

─ Clark...um alienígena? ─ Minha ficha começou a cair.

─ Me desculpe se eu não contei antes. Fiquei com medo de você se afastar e não queria te perder.

─ Então, é por isso que você sempre está no lugar onde as coisas acontecem, e é por isso também que você vive sumindo ou chegando atrasado nos lugares.

─ Eu queria ter te contado antes. ─ Ele se aproximou de mim. ─ Isso muda alguma coisa entre a gente?

Olhei no fundo dos seus olhos e fui muito honesta.

─ Clark, eu te amaria até se você fosse todo verde e com antenas.

Ele soltou um suspiro de alivio e eu o abracei, ouvi seu coração e estava disparado.

─ Mas só para constar, essa é a sua verdadeira forma, certo? ─ Brinquei e ele deu risada.

─ É sim! Agora, vamos entrar porque está frio aqui fora e não quero você resfriada.

Nós entramos e ele me levou direto para o seu quarto. Estava um pouco abalada pela revelação dele, mas ainda tinha a situação do meu pai para contar. Resolvi deixar isso para amanhã, a noite foi cheia de revira voltas e não queria acrescentar mais isso.

* * *

Na manhã seguinte, acordei nos braços do Clark, ele ainda estava dormindo.  Saí com cuidado de perto dele para não acordá-lo. O relógio marcava 5:00, estava muito cedo, mas resolvi descer e fazer meu café de qualquer jeito.

Não tinha conseguido dormir na noite passada, esse era meu medo desde o principio. Me apaixonei pelo Clark e agora tudo teria que acabar para sempre, não sei como falar isso pra ele e eu também não estava pronta para essa situação, não estava pronta pra dizer adeus.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo abraço caloroso de Clark, ele me apertou forte em seus braços então me virei para retribuir o gesto. Ficamos assim por alguns minutos até ele quebrar o silêncio.

─ Obrigado, por não fugir e entender tudo...

─ Obrigada você, por ser honesto comigo. ─ Falei e dei um beijo na sua bochecha.

Terminamos de tomar café e fomos para escola, hoje seria minha última prova e depois disso seria a faculdade. Não sabia ao certo se iria pra faculdade, com as mudanças do meu pai não ia conseguir ficar mais de seis meses em um só lugar, às vezes eu penso que talvez ele queira que eu siga a carreira militar. Bem, eu estava ficando sem outras opções, teria que ter uma conversa séria com ele sobre isso.

Depois que acabei minha prova, fui para o jornal da escola, ia sentir falta daquilo também, apesar de no inicio ter ficado relutante quanto essa carreira jornalística, tinha gostado de passar boa parte do meu tempo ali, fora o fato de que adorei aquela adrenalina em descobrir histórias bizarras em Smallville. Logo Chloe entrou na pequena sala animadíssima.

─ Lo, você não vai acreditar no que eu consegui!

─ Com esse sorriso, a notícia só pode ser boa.

Ela se sentou ao meu lado no sofá e contou com animação.

─ Lex Luthor vai ser o nosso orador na formatura!

─ Aquele empresário que está administrando a empresa do pai com pouco mais de vinte anos?

─ O próprio, passei o ano insistindo para que ele desse uma entrevista para o nosso jornal e quando finalmente consegui, ele se interessou pelos nossos “acidentes” bizarros depois da chuva de meteoro e se ofereceu para ser o orador. ─ Chloe não se continha. ─ Não é demais?

─ É sim! Meus parabéns, você merece.

─ É impressão minha ou você está meio chateada?

Suspirei fundo, acho melhor falar para Chloe o que está realmente acontecendo.

─ Estou, meu pai ligou e disse que no próximo mês vai vir me buscar.

─ Você deve estar arrasada...já contou pro Clark?

─ Ainda não. Não sei como eu conto isso pra ele, nós estamos tão bem e...droga! Eu sabia que isso ia acontecer...

─ Ei, por que não conversa com seu pai? Talvez ele deixe você ficar.

─ Chlo, eu conheço o general. Ele nunca ia permitir isso.

─ Não custa nada tentar, certo?

─ Acho que está certa, mas não vou criar expectativas. ─ Suspirei pensativa. ─ Acho melhor eu contar logo pro Clark.

─ Sim, quanto mais cedo melhor.

Chloe me envolveu num abraço, gostava muito dela e amei passar esses meses aqui, Chloe com certeza se tornou uma das pessoas mais importantes da minha vida.

* * *

Depois das aulas, Clark e eu fomos até sua caminhonete. Resolvi contar logo pra ele o que estava acontecendo, ele tinha o direito de saber e ficar com aquilo guardado não estava me fazendo bem.

─ Clark, eu te chamei aqui porque meu pai me ligou e avisou que dentro de um mês está vindo me pegar. ─ Fui direto ao assunto.

─ Uau, eu... ─ Eu percebi que ele foi pego de surpresa.

─ Nós dois sabíamos que isso ia acontecer...

─ Eu sei, mas...eu não posso te perder Lois, eu vou falar com seu pai, você tem que ficar!

─ Smallville, isso é o que eu mais quero, mas o general não vai ceder. ─ Peguei sua mão. ─ Nós vamos ter que nos acostumar com isso.

─ Lo, não dá pra imaginar mais as coisas sem você...eu te amo.

─ Eu também te amo, Clark. Mas com o tempo você vai notar que ninguém é insubstituível. ─ Me aproximei e dei um beijo nos seus lábios. ─ Vamos aproveitar esse mês e quando a hora chegar...

* * *

Eu tive o melhor mês da minha vida, Clark fez questão de fazer com que isso acontecesse. Me levou para lugares lindos e fez eu me sentir única. Ele com certeza era um homem de verdade, sortuda seria aquela que acabasse com ele.

Meu pai chegou essa manhã, e amanhã cedo ele disse que nós iriamos partir. Como Chloe me aconselhou, eu tentei conversar com ele e tentar convencê-lo a ficar, mas como já esperava foi em vão. O general estava decidido a me tirar dali e não teria ninguém que o fizesse mudar de ideia.

No fim da tarde, Clark apareceu por lá, a minha surpresa foi ele ter aparecido com o senhor e a senhora Kent.

─ Eu os trouxe pra convencer o seu pai. ─ Ele me explicou.

─ Ele está na sala.

Os guiei até a sala e fiz as devidas apresentações. Os Kent começaram uma conversa com o general e logo estavam se dando bem. Uma pontada de esperança me atingiu e eu segurei firme na mão do Clark e ele me olhou com um sorriso nos lábios.

─ General, ─ Ele começou a falar. ─ Lois e eu estamos namorando desde que ela chegou aqui, nós gostamos muito um do outro...

─ Aonde quer chegar com isso, criança? ─ Meu pai perguntou ríspido.

─ Eu quero que ela fique, aqui ela vai poder ir pra faculdade e se formar...

─ Está tentando me dizer como criar minha filha?

─ Não senhor! O senhor fez um excelente trabalho até agora...só estava pensando na vontade dela.

─ Lois não é madura o suficiente para tomar esse tipo de decisão!

─ Papai, eu acho que posso me cuidar sozinha, eu me virei esses meses todos sem você.

─ Não é uma opção Lois! Você vem comigo e ponto final.

─ General, ─ O Sr. Kent começou a falar. ─ Nós consideramos a Lois parte da família, não se preocupe pois iremos cuidar dela como se fosse a nossa própria filha.

─ Eu agradeço a oferta, mas eu sou o pai dela sei o que é melhor para ela.

O casal Kent tentou insistir, mas meu pai já tinha tomado sua decisão. Um nó se formou na minha garganta, era isso. Clark e eu teríamos que nos separar e seguir caminhos diferentes.

* * *

Me deitei naquela noite fria, meu coração estava apertado e eu estava muito triste, estava muito zangada com o general também, ele não tinha o direito de fazer isso. Comecei a pensar em todos os bons momentos que tive nessa pequena cidade, foi muito bom reencontrar minha prima, ela era uma ótima pessoa. Pude conhecer o Sr. e a Sra. Kent que me trataram como uma filha. E lógico tem o Clark que eu amo muito, um cara que me fez sentir especial e amada. Sei que nunca vou encontrar ninguém como ele, o que nós tínhamos era algo muito forte, acredito que nenhum dos dois havia sentido antes.

Com esses pensamentos bons consegui dormir.

* * *

Acordei com meu despertador tocando às 7:00 da manhã. Mal podia acreditar que daqui a pouco eu iria embora.

Desci as escadas e encontrei meu tio Gabe, Chloe e o General tomando café. Desejei um bom dia a todos e fui me servir na cozinha. Não queria contato com o meu pai agora, estava chateada demais para isso. Chloe me seguiu e foi me fazer companhia na cozinha.

─ Sinto muito por as coisas não terem dado certo na noite passada. ─ Ela lamentou.

─ Tudo bem, prima. Não era pra ser mesmo...

─ Lo, sabe que pode contar comigo sempre. Além da minha prima você se tornou a minha melhor amiga.

─ Você também, prima. Eu te amo.

Nós nos abraçamos por uns minutos, ia sentir saudades dela.

─ Promete que vai me ligar sempre.

─ Claro...

Menti, não ia mais ter contato com ela, não ia conseguir isso. Não ia suportar continuar conversando com ela e com o Clark, estando tão longe, eventualmente ele ia acabar seguindo em frente e se eu mantivesse contato ia acabar descobrindo. Aquilo me devastaria por completo, não estava pronta pra aquilo.

A campainha tocou, era Clark. Ele prometeu que vinha me ver antes de eu partir. Tinha chegado a hora.

─ Como você está?

Ele me perguntou. Queria chorar, mas não ia me deixar fazer isso, então engoli o choro e respondi.

─ Indo...O general disse que em meia hora íamos embora.

─ Nós não conversamos como vão ficar as coisas entre a gente...

Suspirei, ia ter que falar a verdade para ele.

─ Sejamos sinceros, relacionamentos a distância não funcionam...e eu não sei se eu vou te ver de novo, Clark.

─ Lois, eu sou muito rápido, eu posso te encontrar em qualquer lugar.

─ Você é rápido, mas não consegue voar ainda...nem atravessar o oceano.

Expliquei.

─ O que quer dizer?

─ Vou para Europa.

Ele ficou em silêncio e abaixou a cabeça. Aquilo estava sendo mais difícil do que eu imaginava.

─ Nós não temos muito tempo. ─ Cheguei mais perto dele e levei uma das mãos ao seu rosto. ─ Eu odeio despedidas, mas vou ter que abrir uma exceção dessa vez...Eu quero dizer que você é muito especial pra mim Clark, foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido e eu tenho certeza de que nunca vou sentir isso de novo por mais ninguém. Então obrigada por tudo, eu te amo.

Deixei algumas lágrimas escaparem e notei que ele também estava chorando. O abracei tão forte que não achei que fosse capaz de soltá-lo.

─ Não posso te perder! ─ Ele falou ainda me abraçando. ─ Te amo tanto.

─ Lois, está pronta?

Meu pai apareceu atrás de nós.

─ Sim, minhas malas já estão no carro...

Me separei do Clark, estava parecendo que um pedaço de mim tinha sido arrancado.

─ Estou esperando por você lá. ─ Avisou e entrou no carro.

Me virei de novo para o Clark.

─ Ouça, eu sei que estamos sofrendo agora, mas não quero que fique remoendo isso. Seu destino é grande Clark, eu sei que você veio pra cá com a intensão de ser algo importante pra esse mundo.

─ Eu só quero você...

─ Eu tenho que ir agora.

Cheguei mais perto dele e o beijei, foi nosso último beijo, como os outros foi bom e carinhoso, nossas línguas se encontraram e se massagearam. Não queria prolongar muito aquilo, apesar de o beijo estar bom carregava junto um gosto amargo da separação.

─ Adeus, Smallville.

Sai de perto dele e foi caminhando depressa até o carro. Assim que fechei a porta não consegui me aguentar e comecei a chorar. Meu pai fez o favor de não falar nada e arrancou com o carro dali, só pude agradecer por isso. Meu coração estava apertado, deixar Clark foi a pior coisa que já me aconteceu, acho que agora só teria que tentar me acostumar com a ideia de viver sem o homem da minha vida.

2 comentários:

  1. Ah que triste clois separados... mas eles irão se encontrar, nem que seja no futuro.
    tá ótima a fic, aguardando a continuação.

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  2. Nanda.... Que maldade, Clois se separando por conta do General Lane.... =( Fiquei triste. Continua por favor!!!
    Ju

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