domingo, 28 de outubro de 2012

True Love Capítulo 15

The Interview

Lois acordou com a cama vazia, olhou para onde ele havia dormido e encontrou um bilhete dizendo que tinha ido pra casa se arrumar e que se encontrariam no Planeta Diário. Ela se levantou e foi se arrumar para trabalhar. Lois planejava descobrir mais sobre aquele herói, tinha que arrumar um nome melhor pra ele.
Chegou na sua sala e Clark  já estava lá, junto com Jimmy Olsen. Ela os cumprimentou e se sentou na sua mesa.
– Então, o que te traz aqui Jimmy? – Lois perguntou.
– Perry me mandou pra poder acompanhar vocês no caso do tal herói. Ele quer exclusividade com isso. – Jimmy informou.
– Claro, eu e o Clark ainda temos uns lugares pra ir hoje e se por acaso ele aparecer, você nos chama ou vice-versa.
– Ok, até logo então. – Jimmy se despediu deixando a sala.
– Como está sua boca? – Clark perguntou.
– Tá bem melhor, parou o inchaço graças ao gelo.
– Fico feliz em ouvir isso.
Os dois voltaram a trabalhar, Lois passou a manhã toda organizando uma lista sobre o que sabia do herói. O cara pulava muito alto, podia correr mais rápido que uma bala, tinha uma força extraordinária e seu nome era Kal-El. Pesquisou o nome na internet, mas não achou nada, ninguém tinha esse nome em comum com ele, parecia uma coisa única assim como ele.
Clark e Lois almoçaram e foram direto para o departamento de policia. Procuraram saber se lá alguém sabia de alguma coisa, mas assim como nos outros lugares ninguém tinha visto direto o cara. Lois então deu uma desculpa para Clark para se livrar dele, sabia que se contasse que ia continuar a investigar esse cara até encontra-lo ele iria arrumar um jeito de impedi-la.
Clark sabia muito bem que ela ia continuar procurando como tinha feito da outra noite, mas não podia contar que ele tinha descoberto o plano dela sem revelar que ele era o tal herói. Resolveu que ia seguir Lois e impedir que alguma coisa acontecesse com ela, hoje era a sua noite de folga e Oliver ficaria fazendo a ronda, ótima oportunidade para impedir que ela se metesse em encrenca que nem na noite passada, pois se antes ela conseguiu machucar apenas os lábios agora podia acontecer algo pior.
Lois foi pra casa trocar de roupa e voltou para as ruas de Metropolis com o seu carro, dessa vez achou melhor não ir pra um lugar mais obscuro da cidade, ela sabia se cuidar, mas os caras lá andavam armados e isso era muito perigoso, então resolveu ficar nas redondezas e rezar para que ele aparecesse e com sorte conseguiria falar com ele.
Clark assistia Lois do alto dos prédios, notou que ela ficou por perto e não resolveu ir pros lados mais perigosos de Metropolis, ele só conseguiu agradecer por isso. Ficou seguindo ela por um bom tempo, com sorte não teve que sair para socorrer ninguém, a noite estava tranquila. Clark viu que ela não ia desistir até que pudesse falar com ele, então decidiu aparecer pra ela, não podia ficar seguindo-a toda noite. Esperou que ela voltasse ao seu apartamento para se manifestar.
Lois desistiu depois de olhar no relógio e perceber que tinham se passado três horas desde que ela tinha saído de casa. Optou por voltar e tentar na outra noite, Clark não ia gostar nada por ela cancelar de novo com uma desculpa esfarrapada só para ir atrás desse herói. Lois estacionou seu carro na garagem e saiu do veiculo, ouviu um barulho estranho vindo de trás dela, ela se assustou, afinal estava sozinha no estacionamento a altas horas da noite.
– Quem tá ai? – Lois perguntou preparada pra lutar caso viessem atacar ela.
– Calma Srta. Lane. – Ela ouviu a mesma voz grossa do homem que tinha salvado a sua vida no dia anterior.
Clark a viu abaixar a guarda e se aproximou dela, fazendo seu corpo visível, mas deixando seu rosto na sombra.
– Você? – Lois mal podia acreditar que era ele ali parado na sua frente, se soubesse que ele apareceria na sua garagem nem teria saído de casa pra começar. – Como sabe meu nome?
– Eu reconheci a intrépida repórter Lois Lane. Eu gosto das suas matérias.
– Obrigada, isso significa muito vindo de uma pessoa tão importante como você. –Lois se surpreendeu ao ver que ele a conhecia. – Mas o que faz aqui?
– Notei, enquanto estava fazendo minha ronda, que você estava passeando pela cidade a esmo e fiquei intrigado.
– Eu estava te procurando. – Lois confessou. – Meu chefe quer muito que eu consiga uma entrevista com você.
– Estou valendo tanto assim para você ficar boa parte da noite me procurando?
– Bem, você é um super-herói e tanto, quero dizer, você corre mais rápido que uma bala, pula grandes alturas e parece ser bastante forte também.
– Entendo que estejam curiosos.
– Então, você me concederia uma entrevista para o Planeta Diário? – Perguntou esperançosa.
– Se todos desejam saber tanto sobre mim, não vejo mal nenhum.
– Ótimo. – O sorriso dela mal cabia no rosto, nem acreditou que tinha conseguido uma exclusiva com ele. – Obrigada Kal-El.
Clark riu ao ouvi-la falar seu nome krypitoniano, estava tão acostumado com ela chamando-o de Clark.
– De nada Srta. Lane. Tenho certeza que fará um bom trabalho.
– E quando podemos fazer isso, agora?
– Agora não, tenho alguns compromissos. Mas amanhã à noite, basta escolher o local.
– Pode ser no terraço do Planeta Diário, depois do expediente não vai ninguém lá. – Lois sugeriu.
– Perfeito, agora eu preciso ir. Boa noite.
– Boa noite. – Lois respondeu, assistindo-o desaparecer perante aos seus olhos.
Voltou para o seu apartamento satisfeita, tomou um banho e se deitou. Lois estava muito ansiosa para dormir, voltou à sala e foi ver suas mensagens. Tinha uma do Clark desejando boa noite e dizendo que estaria pensando nela a noite toda. Ela sorriu, ele era mesmo um doce, tinha sorte de tê-lo encontrado, ele, com certeza, era especial.
Lois resolveu ligar pra ele, queria falar com ele e estava rezando para ele não estar dormindo naquela hora. Discou o número dele e esperou até ele atender.
– Oi, acabei de ver sua mensagem na secretária.  – Ela disse assim que ele atendeu.
– Eu tentei te ligar, mas você não estava em casa.
– Eu... fui visitar uma amiga. – Mentiu com desconforto.
– Como você está?
– Ótima, estava pensando em você.
– Já sentiu minha falta? – Perguntou brincando.
– Você está bastante convencido, não é Clark Kent?
– Não é minha culpa Lois. Você me liga às onze da noite e ainda não quer que eu pense isso.
– Ainda assim! Está muito convencido.
– Aposto que está usando a minha camisa que deixei ai.
E ele estava certo, Lois sorriu, adorava dormir com as camisas dele, elas eram tão confortáveis.
– Viu só, você errou! Convencido. – Ela mentiu sem saber se ele tinha acreditado ou não.
– Ok. – Respondeu com um sorriso.
– Já estava dormindo? – Ela perguntou mudando de assunto.
– Não, pra falar a verdade eu estava no telefone com a minha mãe.
– Como ela está?
– Bem, ela perguntou por você e quando íamos visita-la de novo.
– Nós iremos, em breve. – Ela falou. – Eu adoro a Sra. Kent.
– Lois, nós estamos conversando por um tempo e você ainda não me disse por que me ligou. Vai admitir que foi saudade ou não?
– Bem, eu não consegui dormir, então pensei em te ligar.
– Entendi. Você quer que eu vá para ai?
– Não precisa, está bem tarde. Acho melhor te deixar dormir agora.
– A gente se vê amanhã, então.
– Ok, boa noite.
– Boa noite, Lois.
Ela desligou o telefone e foi para o quarto, incerta se iria dormir ansiosa pela grande entrevista amanhã, que talvez pudesse mudar a sua vida como jornalista.
* * *
No dia seguinte, Clark acordou cedo. Se arrumou para ir pro trabalho e dessa vez vestiu seu traje por baixo da roupa, já que daria a tal entrevista para Lois era melhor ficar preparado. Se prepararia por lá mesmo, daria um jeito de se trocar sem dar suspeitas.
Chegou no Planeta Diário e foi direto para sua sala. Lois já estava lá, digitava sem parar e nem tinha notado quando ele chegou com o café dela.
– Bom dia. – Ele desejou colocando o café na mesa dela.
– Obrigada. – Ela não olhou pra ele. Pegou seu café e deu um gole sem parar o que estava fazendo.
– Está muito ocupada ai. Algo importante? – Perguntou ao se sentar.
– Yep.
– Quer ajuda? – Ele ofereceu.
– Não, obrigada.
Clark sabia muito bem por que ela não queria ajuda dele. Ela devia estar fazendo as perguntas para sua entrevista hoje à noite e pelo visto Lois estava bastante envolvida com aquilo.
*
Na hora do almoço, Clark nem a convidou para almoçar, sabia que ela estaria ocupada o dia todo com as perguntas para a entrevista. Ele comprou os habituais sanduiches da esquina para os dois. Lois comeu o sanduiche rápido para continuar o trabalho, ela estava entusiasmada com a entrevista. Mas ao mesmo tempo se sentiu mal por não contar ao Clark o que ia fazer depois do expediente hoje. Esperava que ele entendesse o motivo, não era por causa da matéria de capa que ganharia, queria que ele fizesse parte disso também, mas sabia que se contasse tudo pra ele, provavelmente ela ouviria uma bela bronca por estar se arriscando num dos bairros perigosos de Metropolis só para conseguir uma entrevista com o cara. E se ele ficasse chateado? Ela pensou. Tá certo que ela era a chefe dele, mas Lois tinha que inclui-lo nas suas matérias, era o que Perry tinha lhe pedido para fazer. Ficou com medo da reação dele no dia seguinte, será que ele ficaria chateado por ela não ter contado nada? Ou ficaria com ciúmes por ter ido se encontrar com um cara no terraço do Planeta Diário depois do expediente? E se ele terminasse com ela? Lois estava enlouquecendo com aquilo tudo. A única coisa que podia fazer agora era rezar para ele não reagir errado.
Lois terminou de revisar suas perguntas e resolveu compensar o Clark, mesmo sabendo que ele não fazia ideia do estava acontecendo. Ela se levantou da sua mesa e se sentou na dele, Clark arou o que estava fazendo para olhá-la.
– Tá muito ocupado ai? – Ela perguntou com uma voz suave.
– Na verdade não, estava revisando umas coisas pra edição de amanhã.
– Então o que acha de irmos tomar um café aqui do lado?
– Ótimo! – Clark se levantou animado. – Terminou o que estava fazendo?
– Ah... sim, deu trabalho, mas acabei. – Respondeu evasiva. – Vamos.
Clark assentiu e os dois saíram da redação. Assim que se afastaram do prédio, Lois se aproximou dele e segurou a sua mão. Clark olhou para suas mãos entrelaçadas e sorriu, ela nunca tinha feito isso antes. Chegaram à cafeteria e se sentaram em uma mesa próxima a janela.
– O que vai fazer hoje à noite? – Clark perguntou e ela gelou.
– Eu... tenho... eu vou...– Lois estava gaguejando, tinha que parar com isso antes que ele desconfiasse de alguma coisa. Limpou a garganta e continuou. – Eu vou receber uma amiga no meu apartamento.
– É mesmo? Eu a conheço? – Perguntou, sabendo muito bem que ela estava mentindo.
– Não, ela não mora aqui. Está na cidade por poucos dias e ficou de me visitar hoje.
– Acho que vamos ter que remarcar nosso encontro pra amanhã.
– Desculpa. – Ela lamentou. – Já faz um tempo que não saímos só nós dois.
– Eu sinto sua falta.
Lois não respondeu, chegou sua cadeira mais perto dele e o beijou. Clark correspondeu o beijo com carinho, sentia mesmo a falta dela.
– Também senti sua falta. – Falou com um sorriso.
Assim que Lois acabou de falar o garçom se aproximou dos dois para anotar os seus pedidos. Os dois pediram um café e ele se afastou.
– Andei falando com o Perry sobre a sua promoção. – Lois disse.
– Minha promoção? – Clark não entendeu.
– É, Smallville. Ou você quer ser meu assistente pra sempre?
– Contanto que eu esteja perto de você. – Ele falou e ela sorriu.
– Se Perry te promover, você vai continuar ao meu lado, na mesa sala. – Lois respondeu.
– Ótimo. Já tinha me acostumado a ficar olhando pra você do outro lado da mesa.
Lois se aproximou dele e o beijou novamente. Clark estava gostando de ela estar se abrindo mais em público, mas sabia o motivo da sua mudança repentina. Lois estava se sentindo culpada por não contar a ele sobre a entrevista, às vezes ele queria contar tudo pra ela de uma vez para evitar esse tipo de situação.
O garçom chegou com o café dos dois e eles se separaram.
– Sabe o que eu notei? – Clark perguntou.
– Não, me conta.
– Amanhã é feriado, o que significa que não vamos trabalhar.
– Yep, isso eu já sabia. Nós podíamos marcar alguma coisa.
– Eu tenho algo em mente. – Ele sorriu misterioso.
– É mesmo, Sr. Kent? O que tem em mente? – Perguntou achando graça da expressão que ele fez.
– Bem, o clima está muito bom por aqui, então pensei que poderíamos ir ao lago em Smallville.
– Lago? Parece bom.
– Ótimo, tenho certeza de que vai gostar. Podíamos chamar a Chloe e o Jimmy também.
– Sim, vai ser divertido. – Lois olhou no relógio e viu que era melhor ir embora. – Escuta Smallville, eu vou ter que ir agora, minha amiga vai chegar logo...
– Tudo bem, eu vou voltar pra redação e terminar de revisar umas coisas.
– Certo, mas vê se não fica trabalhando até tarde. Quero você inteirinho amanhã.
Os dois terminaram de tomar o café e se dirigiram para fora da cafeteria. Lois parou em sua frente se aproximando dele.
– Acho que só te vejo amanhã então. – Clark falou.
– É, você vai me buscar?
– Claro, passo no seu apartamento às oito.
– Ok, até amanhã então.
– Até.
Clark se aproximou dela e a beijou com gosto, só ia vê-la amanhã de manhã, pelo menos como Clark Kent, tinha que se despedir direito.
– Tchau. – Lois falou sem fôlego.
– Tchau. – Clark a viu se afastar para pegar o seu carro no Planeta Diário. Agora tinha que esperar para a sua entrevista com ela logo mais à noite.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

True Love Capítulo 14

Nerd In Glasses


Lois pegou o elevador e depois foi para sua sala, estava radiante. Mal podia acreditar que Perry tinha designado tal tarefa para ela e não pretendia desapontá-lo, ia fazer de tudo para descobrir quem ele era, de onde veio, quais os seus poderes...estava muito animada e tinha que começar o quanto antes, antes que alguém tomasse a sua frente e conseguisse uma exclusiva com ele.
– Ganhou um aumento ou foi promovida? – Clark perguntou ao vê-la entrar na sala com um sorriso largo.
– Muito melhor, Smallville. Tem um herói novo na cidade e Perry quer que eu descubra tudo sobre ele.
Clark gelou quando ouviu ela falar isso. Só podia estar falando de uma pessoa...dele.
– Novo herói? Como ele se chama?
– Boa pergunta. Ninguém sabe quem ele é ou de onde ele veio, tudo que temos é essa foto. – Lois entregou a foto para Clark ver.
Era ele mesmo, nem tinha percebido quando tiraram essa foto dele. Por sorte seu rosto não estava aparecendo, caso contrário ele estaria encrencado.
– Ele é intrigante. – Lois disse pegando a foto de novo e dando uma boa olhada. – Olha só pra esses músculos, ele é muito forte.
– Como pretende descobrir mais sobre ele? Pelo que você me disse, ninguém conseguiu fazer isso até agora.
– Primeiro eu vou passar em todos os lugares que ele já andou, pra ver se alguma vitima se lembra do seu rosto.
Clark ficou mais aliviado, tinha sido rápido em seus salvamentos para preservar sua identidade e duvidava que alguém tivesse visto seu rosto.
– Será que ele pode voar?  – Lois perguntou ainda olhando a foto. – Jimmy disse que ele deu um pulo e sumiu, mas não sabe se ele voou ou não.
– Você está mesmo animada com isso, né?
– Estou mesmo, isso aqui pode me render um Politzer. – Lois guardou a foto na gaveta e continuou. – Vou dar uma pesquisada na internet pra ver se eu acho alguma coisa, depois a gente vai pra rua entrevistar as vítimas.
 Lois passou um bom tempo no seu computador, procurou em diversos sites pelo símbolo estampado no seu peitoral, mas não teve sucesso, parecia uma coisa de outro planeta!
 No meio da tarde ela resolveu ir num supermercado que tinha sido assaltado e esse cara tinha prendido os assaltantes. Falou com a caixa, mas a moça disse que quem quer que tenha sido foi muito rápido, o gerente deu o mesmo depoimento. Lois estava começando a se desanimar, foi então ao departamento de bombeiros onde o novo herói tinha ajudado com um incêndio. Ela falou com o chefe dos bombeiros que tinha liderado na hora do incêndio, ele disse que o misterioso herói tinha tirado várias vitimas do prédio, a maioria desacordada, falou também que ele podia ser mais rápido que uma bala e que conseguiu conter o fogo soprando. Lois ficou impressionada com aquilo tudo, o cara parecia um Deus entre os humanos.
Voltaram os dois para a redação, Clark ficou mais aliviado que ninguém tinha o reconhecido. Lois estava mais animada do que nunca, precisava descobrir quem ele era. Já estava de noite e Clark precisava ir para a Watchtower e depois fazer sua ronda, teria de tomar todo o cuidado, pois agora sabia que teria muita gente atrás dele.
– Lois, eu já acabei por aqui e preciso ir, combinei de ajudar a Chloe com umas coisas. – Ele falou se levantando da sua mesa.
– Claro, eu também já vou. – Lois desligou o computador e os dois saíram do Planeta Diário.
– Te vejo amanhã então. – Ele se aproximou dela.
– Ok, te vejo amanhã. – Lois o puxou e deu um beijo carinhoso nele. – Boa noite.
– Boa noite. – Ele se despediu e viu Lois entrar no carro.
Ele esperou ela se afastar com o carro e superacelerou até a Watchtower. Chloe estava mexendo no computador quando sentiu uma rajada de vento em sua direção, logo deduziu que era o Clark.
– Oi, Chloe. – Clark cumprimentou.
– Oi, Clark. – Chloe se virou pra ele com um sorriso. – A Lois te falou do almoço?
– Falou, sim. Nós estaremos lá, fico feliz pelo Jimmy.
– É, eu também, ele tem se esforçado muito por essa promoção. – Falou orgulhosa. – Olha, o Oliver está te esperando na outra sala, ele disse que precisava falar com você assim que chegasse.
– Já imagino sobre o que seja. – Clark falou deixando Chloe sem entender o que estava acontecendo e foi encontrar Oliver.
Clark entrou na sala e viu Oliver sentado em uma das cadeiras esperando por ele.
– Clark, nós precisamos conversar.
– A Chloe falou, e eu já imagino o que seja.
– Olha cara, eu não fazia ideia que a Lois estava com você. – Oliver se justificou. – Se eu soubesse nem teria a convidado para almoçar.
– Oliver, eu tenho que admitir que não gostei nada quando a Lois foi fazer a entrevista com você, mas isso já passou.
– Tem certeza? Por que eu confesso que dei muito em cima da Lois.
– Tudo bem Oliver. Você é meu amigo, e já disse estar arrependido.
– Obrigado Clark, você é um ótimo amigo.
– Vamos esquecer isso. Eu tenho um problema, meu editor quer que a Lois investigue o novo herói da cidade.
– E como isso é um problema?
– A Lois está investigando e ela é boa, logo, logo ela vai descobrir que eu e esse novo herói somos a mesma pessoa.
– Clark, eu, sua mãe e a Chloe já sugerimos um disfarce, foi você que não aceitou lembra?
– Tudo bem, eu estava errado, agora precisamos achar um jeito da Lois não descobrir que eu e ele somos a mesma pessoa.
– Certo, vamos chamar Chloe e a Sra. Kent, elas saberão o que fazer.
Oliver chamou as duas, os quatro ficaram pensando em uma maneira de desassociar Clark do herói, demoraram um pouco pensando em um jeito até que ele teve uma ideia. Por que não Clark Kent ser o disfarce? E foi isso, logo Martha surgiu com a ideia de óculos, Clark foi meio contra no inicio, mas ela disse que o faria mudar de ideia e que tinha o modelo perfeito para ele. Todos concordaram com a ideia, então Martha pediu ao seu filho que fosse até a fazenda e trouxesse uma caixa que estava na gaveta do quarto dele. Clark foi e voltou, segundos depois, entregou a caixa para Martha e essa a abriu.
– Essa caixa era do seu pai. Pouco antes dele morrer, ele descobriu que precisava usar óculos, mas nunca usou na frente de ninguém, ele tinha vergonha, então guardava nessa caixinha. – Martha abriu a caixa e sua mente se encheu de lembranças. – Tenho certeza que ele gostaria que você usasse isso.
Clark pegou os óculos das mãos de sua mão e ficou os encarando por um tempo, teve saudades do seu pai. Ele então colocou os óculos e esperou a reação de todos.

– Tá perfeito, Clark. – Chloe falou.
– Está mesmo. – Martha concordou. – Agora você precisa dar jus a esses óculos filho.
– O que quer dizer? – Ele perguntou.
– Quero dizer que você precisa ser totalmente diferente de um herói. – Respondeu.
– Sua mãe está certa, Clark. E nada mais oposto de um herói do que NERDs. – Oliver completou.
– Boa ideia, Oliver! – Chloe falou. – Não basta só ter o visual, tem que ter a atitude.
– Ok, acho que vocês estão exagerando. – Disse Clark tirando os óculos.
– Não filho, é melhor usá-los até se acostumar.
– Eu vou, mãe, mas agora eu tenho que fazer minha ronda.
– Ok, boa sorte. – Martha desejou.
– Obrigado.
Clark superacelerou de lá e tomou as ruas de Metropolis. Clark não tinha gostado muito da ideia de ter que agir como um desengonçado, nem sabia se ia conseguir, mas isso não era o que o incomodava, sua real preocupação era com Lois. Não sabia como ela iria reagir à súbita transformação dele, nem se ela ia querer continuar namorando com um cara todo desajeitado como ele se tornaria.
Seus pensamentos foram interrompidos por um barulho de arma disparando, Clark nem pensou duas vezes e superacelerou até o local.
– Lois! – Clark viu que ela estava prestes a ser atingida por uma bala e ele tinha que ser muito rápido para poder salvá-la.
* * *
1 HORA ANTES
Lois se despediu de Clark, mas não foi pra casa. Ao invés disso ela iria procurar pelo tal herói, precisava progredir na sua investigação. Foi para uma parte mais ‘perigosa’ de Metropolis, lá com certeza ele iria aparecer e ela estaria pronta para abordá-lo. Lois se trancou no carro e ficou esperando qualquer situação suspeita, a rua estava deserta, ela estava começando a se questionar se não deveria ter ido pra outro lugar.
Lois continuou esperando no carro, estava tomando seu café para impedi-la de pegar no sono. Nada acontecia naquele lugar, olhou no relógio, quase uma hora que estava lá. Ela ligou o carro, decidida a ir embora, quando ouviu um movimento estranho num beco perto de onde estava estacionada. Lois saiu do carro e foi em silêncio ver o que estava acontecendo, se escondeu atrás de uma parede e observou dois caras assaltando uma senhora, ela resolveu esperar, talvez o herói aparecesse para salvá-la. Ela esperou, mas ele não apareceu, os bandidos estavam prestes a bater na senhora quando Lois foi para interferir.
– Ei, imbecis. Por que não procuram alguém do seu tamanho? – Lois chegou mais próximo de um e acertou um soco na cara dele, a senhora que estava caída no chão fugiu assustada.
O outro foi pra cima dela e deu um soco na sua cara, Lois recuou sentindo a pancada, mas não desistiu. Deu um soco no mesmo cara que tinha lhe acertado e bateu novamente no outro.
– É tudo que sabem fazer? – Perguntou com sarcasmo em sua voz.
– Acho que tá na hora de colocar mais pimenta na brincadeira. – Um deles falou e puxou a arma de trás da sua cintura apontando pra Lois. – Não é tão valente agora, é?
O outro cara riu da cara de assustada que Lois tinha feito. O homem que segurava a arma não pensou duas vezes e disparou.
* * *
Clark correu o mais rápido que pôde e conseguiu deter a bala de atravessar Lois, ele rapidamente socou os dois bandidos e os amarrou inconscientes em um cano próximo a lata de lixo.
– É você? – Lois perguntou ao ver o homem de costas pra ela na sombra no fim do beco. – Obrigada por salvar minha vida.
Clark não se virou, apesar de estar no escuro não podia correr o risco de Lois o reconhecer. Resolveu responder engrossando a voz.
– Você se arriscou bastante brigando com esses caras.
– Eu estava esperando você chegar. – Lois foi se aproximando dele.
– Fique onde está. – Clark falou ao senti-la se aproximar.
– Desculpa. Posso perguntar uma coisa?
– Acho melhor a senhorita ir.
– Eu irei, mas eu só quero saber o seu nome.
Clark não soube o que responder, não podia falar seu nome verdadeiro por razões obvias e não tinha um nome de super-herói como o Oliver ou o resto da equipe.
– Me chamo Kal-El. – Falou seu nome krypitoniano. – Agora a senhorita tem que ir, essas bandas de Metropolis podem ser muito perigosas.
– Claro, obrigada de novo. – Lois agradeceu e o assistiu pular para o alto do prédio.
Lois sorriu impressionada com o que tinha acabado de ver, ele era mesmo extraordinário.
*
Lois chegou em casa morta de cansaço, tinha trabalhado o dia todo no Planeta diário e de noite ainda foi inventar de lutar contra ladrões. Tudo que precisava era de um bom banho relaxante na sua banheira. Checou seus recados, havia um de sua prima confirmando o almoço de amanhã e outro de Oliver se desculpando por ter dado em cima dela quando ela estava acompanhada.
Lois foi tirando suas roupas conforme foi caminhando pelo banheiro. Preparou um banho bem relaxante e ficou por lá um bom tempo. Saiu da banheira e se enrolou na toalha, foi até o espelho e notou o seu lábio um pouco inchado. Aqueles vagabundos tinham conseguido acertar ela em cheio, mas garantiu que a cara dos dois estavam piores.
Seus pensamentos foram interrompidos pela campainha, ela foi atender de toalha mesmo. Abriu a porta e deu de cara com Clark parado a sua frente.
– Smallville? O que faz aqui?
– Eu vim...– Clark não terminou sua frase assim que notou que Lois estava só de toalha, ainda molhada do banho.
– Veio porque... – Lois o incentivou a continuar. – E por que está usando óculos?
– Eu preciso usar, peguei eles hoje. – Falou ajeitando-os em seu rosto. – Eu vim aqui pra te ver.
– Às onze horas da noite?
– Me desculpa Lois, eu só queria te ver, mas eu já vou. – Clark se virou para ir embora, mas Lois o impediu segurando o seu braço.
– Espera, fica. – Ela pediu e Clark entrou. – Eu vou colocar uma roupa e já volto.
Lois voltou pouco tempo depois, Clark estava sentado no sofá esperando por ela que foi se sentar ao seu lado em seguida.
– Acho que não consegue mais dormir sem mim, certo? – Falou convencida arrancando um sorriso dele.
– Isso também, você é meu travesseiro preferido.
– E você é meu ursinho preferido. – Lois se aproximou para um beijo, deu um gemido de dor e se lembrou do seu machucado.
– O que foi? – Clark perguntou assim que ela se afastou dele.
– Nada, eu cai, e bati a minha boca na estante. – Ela mentiu.
– Já colocou gelo? – Perguntou preocupado, sabendo exatamente como ela tinha conseguido aquele machucado.
– Não, mas já tá melhor.
– Nada disso, vou pegar gelo pra não piorar. Não posso ficar muito tempo sem te beijar. – Ele beijou a sua testa e se levantou para pegar o gelo.
Voltou minutos depois, se sentou ao lado dela e colocou com cuidado o gelo no seu lábio. Lois fez uma cara feia assim que ele encostou o pano com gelo no seu machucado. Clark estava realmente preocupado com ela, hoje Lois tinha provado que seria capaz de fazer tudo para conseguir falar com o herói.
– Tá uma gracinha de óculos, Smallville. – Ela falou com um sorriso.
– Sério? – Falou tirando o gelo da boca dela.
– É, eu adorei. – Lois se aproximou mais dele e continuou. – Eu nunca falei isso pra ninguém, mas eu sempre tive uma espécie de fantasia com NERDs de óculos.
– Sério?
– Sim, eu acho que o jeito desengonçado e engraçado ao mesmo tempo pode ser muito sexy.
– Sério?
– Para de falar ‘Sério’ e me dá um beijo. – Lois falou e Clark a beijou.
O beijo foi suave para não machucar os lábios dela. Lois sentiu que Clark estava fazendo um carinho no seu machucado com os próprios lábios, tudo para ela se sentir bem.
– Obrigada por tomar conta de mim. – Ela falou com um leve sorriso.
– O prazer foi todo meu. – Ele deu um selinho nela. – Agora eu vou te colocar na cama.
Clark se levantou do sofá e a pegou no colo. Lois deu um gritinho de surpresa assim que ele a pegou no colo. Ele a levou até a cama e a depositou com cuidado lá, Clark deu a volta na cama e se deitou ao seu lado.
– Agora só falta o beijo de boa noite. – Lois disse se aconchegando nele.
Clark se aproximou dela e a beijou. Lois se deitou no peitoral dele, abraçando-o forte.
– O Oliver me ligou. – Ela achou melhor falar.
– O que ele queria?
– Ele ligou pra pedir desculpas por ter dado em cima de mim enquanto eu estava com você.
– Sério? Bem legal da parte dele.
– É, eu acho que ele é um cara legal. – Lois falou levantando a cabeça para olhá-lo. – Já falei que adorei esses óculos?
– Já, mas nunca é demais ouvir. – Ele deu um selinho nela. – Pensei que ia odiar isso.
– Não! Eu adoro NERDs, especialmente você. – Lois ia beijá-lo, mas bocejou ao invés disso.
– Acho que já está na hora de dormir. – Clark falou apagando o abajur.
Lois se aconchegou nele novamente e não demorou muito pra pegar no sono, ela estava mesmo cansada.  Clark esperou ela dormir pra tirar os óculos, se fosse continuar com toda essa história de disfarce, Lois tinha que se acostumar com isso, assim quando o visse em seu lado herói não os associaria a uma pessoa só, com sorte ela não desconfiaria.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

The One Capítulo 17

Gente, mil desculpas pelo abandono dessa fic, tive um bloquei na hora de escrever rsrs, mas agora tá aí um novo cap. Espero que gostem ;*
* * *



Lois ficou até tarde no jornal para ver se achava mais algum movimento suspeito que levaria aos bandidos, supostos contratados por Lex Luthor. Ouviu o rádio da policia o dia todo, mas nenhum sinal deles. Olhou pro relógio, onze horas. Estava muito tarde, talvez devesse ir pra casa e continuar investigando amanhã.
Desligou o computador com um grande suspiro, o dia tinha sido péssimo, ela terminou com seus dois ‘namorados’, descobriu que alguém pode estar tentando trazer Lex de volta usando umas pedras mágicas...Pegou sua bolsa e foi para a sala de cópias pegar sua chave. Ouviu o barulho do elevador, achou estranho ter alguém ali aquela hora. Olhou através da persiana e viu Clark se aproximar da sua mesa, falava no telefone e parecia bem agitado, o viu mexer em alguma coisa no computador...o que será que ele estava aprontando?
– Ok, Oliver. Eu já estou descendo pra te encontrar. – Clark falou e desligou o telefone.
Lois ouviu aquela frase e ficou com uma pulga atrás da orelha. O que ele e o Oliver estavam aprontando? Ela estava prestes a descobrir. Lois sorriu, pegou sua chave e foi atrás dele.
No andar de baixo, Lois viu Clark entrar no carro de Oliver, entrou rápido no seu carro e tratou de seguir aqueles dois.
Depois de meia hora seguindo o rastro daqueles dois, Lois os viu parar em um grande depósito. O lugar era pouco iluminado, não parecia ser vigiado, seria fácil de entrar ali. Saiu do carro e se escondeu atrás de um muro, viu Clark e Oliver entrando por uma porta lateral, pareciam se esconder também. Ela não parava de se perguntar o que eles tinham ido fazer ali. O seu sangue de repórter falou mais alto, ela foi devagar para a entrada, estava escuro demais, ela mal podia ver, a essa hora já não sabia mais pra onde aqueles dois tinham ido.
* * *
Clark e Oliver andaram por cinco minutos, estavam seguindo o mapa que Oliver trouxe, procuravam a sala principal.
– Oliver, esse lugar parece abandonado. Tem certeza de que é aqui? – Clark perguntou.
– Tenho certeza, a Chloe me deu certeza de que os ladrões tinham trazido os geradores pra cá. – Ele andou mais um pouco e virou a esquerda. – Acho que é aqui.
Clark o acompanhou. Levou a mão a maçaneta para abrir a porta, mas não seguiu em frente. Sentiu algo apontado para suas costas.
– O que fazem aqui?
Os dois se viraram e deram de cara com dois homens armados. Clark e Oliver se olharam sabendo que estavam em apuros.
* * *
Lois estava andando por dez minutos, não sabia se estava andando em círculos ou se estava progredindo no lugar. Ouviu um barulho estranho vindo a frente, ela foi na espreita ver o que era. Se escondeu atrás de uma caixa grande de madeira e se inclinou para ver o que estava acontecendo. Seus olhos se arregalaram ao ver Oliver e Clark ajoelhados e algemados, quatro guardas armados os mantinham sobre a sua mira.
– O que eu faço agora? – Falou apavorada.
* * *
Clark e Oliver ainda estavam sobre a mira dos atiradores.
– Agora seria uma boa hora para usar um desses seus poderes, grandão. – Oliver cochichou pra ele.
– Não consigo. Me sinto fraco, acho que tem kryptonita por perto. – Respondeu um pouco ofegante.
– Merda! Se eu tivesse trazido meus equipamentos...
Um dos homens estava conversando no celular enquanto os outros dois mantinham a atenção em Oliver e Clark.
– O chefe mandou atirar! – O terceiro homem falou.
Os dois outros sorriram e prepararam as armas, apontaram cada um para Oliver e Clark.
– Ok, rapazes...acho que estão pegando pesado demais com esses pobres coitados. – Lois surgiu na frente deles.
– Lois! – Clark e Oliver gritaram surpresos.
– Quem é você?! – Um dos bandidos perguntou apontando a arma pra ela.
Lois levantou os braços e deu um passo pra trás.
– Calma, esquentadinho. Eu só acho que atirar nesses dois não vai ser uma boa ideia.
– Parece que a mocinha aqui veio resgatar os amiguinhos. – O cara que parecia o líder entre os três falou. – Pena que vamos ter que matar vocês todos.
Na mesma hora o telefone dele toca, mandou os outros dois ficarem de olhos nos prisioneiros e foi atender longe de lá. Depois de cinco minutos ele voltou com a cara nada satisfeita.
– Surgiu um imprevisto na sala 2. Coloquem esses três na cela e fiquem de vigia. Depois eu volto pra acabar com isso.
Os três foram escoltados pelos dois bandidos armados até uma pequena cela no fim do corredor. Eles os trancaram e saíram.
– Lois, o que está fazendo aqui? – Clark perguntou não zangado.
– Eu acabei de salvar a vida de vocês dois, um obrigado já bastava.
– Ele está certo, Lois. – Oliver apoiou Clark. – Agora você vai morrer com a gente.
Ela bufou e se afastou dele. Precisava de distância para pensar. Oliver e Clark se encostaram na parede.
– Você tá legal? – Oliver perguntou.
– Não muito, tem alguma kryptonita por perto.
– Então só resta apelar pro plano B. – Falou apreensivo. – Presta atenção...
Oliver começou a explicar o plano para Clark.
Lois andava de um lado pro outro na pequena cela, estava ficando sem ideias pra tirá-los dali. De repente, ela ouviu Oliver gritando.
– Agora ela está aqui e nós todos vamos morrer! – Gritou para Clark.
– Isso não teria acontecido se você tivesse prestado atenção pra ver se alguém estava nos seguindo.
– Como eu ia adivinhar?!
– Ei, ei!! Vocês dois querem parar! – Lois interviu.
– Isso é tudo culpa sua! – Oliver continuou chegando mais perto dele.
– Não tenho culpa nenhuma nisso! – Clark também se aproximou alterado.
Na mesma hora, um guarda abre a cela para ver qual o motivo da gritaria. Separou os dois e apontou uma arma, oscilando em direção deles. Logo o outro homem entrou e apontou a arma para Lois.
Clark e Oliver não se intimidaram, continuaram os insultos e logo estavam sobre a mira dos dois atiradores. Lois estava morrendo de medo de um deles atirar, se aproximou da briga, mas um dos homens a fez recuar apontando a arma para ela.
– Mais um passo e eu atiro! – Ele avisou.
– Eles vão se matar! – Ela gritou impaciente.
Num impulso ela voltou a andar em direção a eles, o bandido não se conteve e atirou.
Clark ouviu o barulho do tiro ecoar nas suas orelhas, seus olhos se arregalaram quando viu aonde aquele bala iria parar. Ele superacelerou e ficou a frente de Lois para parar a bala. A próxima coisa que sentiu foi uma grande dor vindo do seu abdômen, não entendeu por quê a bala tinha atravessado o seu corpo. Caiu nos braços de Lois, estava tonto e seu corpo todo doía, olhou para baixo e viu que ele tinha sido atingido por uma bala de kryptonita.
Oliver voltou a si e rapidamente rendeu um dos caras, pegou sua arma e apontou para o segundo.
– Lois, tire-o daqui! – Ele disse.
Desarmou os dois e os trancou na cela. No corredor, Lois tinha Clark nos seus braços, estava sangrando muito e estava bastante pálido.
– Seu estupido! Por que fez isso? – Perguntou desesperada.
Oliver alcançou os dois em seguida.
– Me tira daqui. – Clark conseguiu sussurrar.
– Temos que levá-lo para o hospital. Ele está quase desmaiando.
Oliver ajudou Lois a levantar Clark, juntos os dois o levaram para fora dali. Entraram no carro de Oliver, Lois acomodou Clark no banco de trás.
– Você vai ficar bem, Smallville. – Ela falou.
Estava nervosa demais com aquela situação, Clark estava seriamente ferido, todo aquele sangue nas suas mãos, na sua roupa. Mas ela tinha que manter a calma, ele não estava nada bem e ela tinha que dar suporte pra ele. A única coisa que estava pedindo era pra não perder ele.
– Tem um hospital há dez minutos daqui. – Lois informou Oliver.
– Não... – Clark protestou com a voz falha. – Hospital não.
– Fica tranquilo, grandão. Vamos pro meu apartamento.
– Está maluco?! – Lois gritou. – Oliver, vamos pro hospital, agora!
– Lois, se acalma! Clark sabe o que fazer. – Ele ligou o carro e saiu de lá.
– Ele levou um tiro! Está delirando!
– Lois... – Clark tentou falar, mas estava tonto demais para formular uma frase.
– Ei, eu estou aqui. Nada vai acontecer a você. – Ela se virou para Oliver. – É melhor saber o que esteja fazendo, Oliver, porque se alguma coisa acontecer a ele eu juro que te mato.
Oliver acelerou e foi com velocidade máxima para o seu apartamento. Depois de dez minutos eles chegaram. Os dois carregaram Clark até o quarto de Oliver e o deitaram na cama.
– Tira a camisa dele. – Oliver pediu a Lois e ela o fez com cuidado para não machucá-lo mais.
Ela viu o lugar onde a bala tinha penetrado, sua pele estava estranha, suas veias estavam claramente a mostra e pulsavam forte. Oliver voltou ao quarto com uma vasilha com água e alguns panos.
– Isso vai doer, morde isso. – Oliver colocou uma das toalhas na boca dele.
O loiro limpou o sangue ao redor da ferida, examinou o lugar aonde a bala tinha entrado, não tinha ido muito fundo, dava pra tirá-la com uma pinça. Oliver respirou fundo e pegou a pinça. Lois ainda não podia acreditar que eles estavam fazendo isso, era loucura, Clark precisava ver um médico. Agora não tinha mais jeito. Oliver já estava colocando a pinça na barriga dele para tirar a bala. Lois rapidamente segurou a sua mão.
– AAAAAAAAAAAHHH!!!  – Clark gritou de tanta dor e apertou forte na mão de Lois.
– Quase lá. – Oliver disse e no segundo seguinte retirou a bala.
A bala estava coberta de sangue, mas ainda se podia ver o material de que era feita. Kryptonita, o brilho verde era evidente. Clark não aguentou mais e desmaiou.
– Ele vai ficar bem. – Oliver falou. – Faz um curativo enquanto eu tiro isso de perto dele.
Lois ficou preocupada com o estado de Clark. Ele estava desacordado e ainda sangrava, ela não hesitou a fazer seu curativo, fez tudo com muito cuidado.
– Não ouse morrer, seu caipira! – Falou enquanto ajeitava o travesseiro dele. – Vou cuidar de você.
Ela acariciou seu rosto, estava com expressão de dor, naquele instante ela soube que jamais suportaria se perdesse ele.