domingo, 30 de outubro de 2011

Destiny Capítulo 24

‒ Já chega Lois. Nós estamos indo embora dessa cidade de uma vez por todas. ‒ O general foi para o quarto dela e tirou de lá uma mala. ‒ Coloque as suas roupas aqui, porque estamos indo agora mesmo.
‒ Não vou deixar Smallville, pai. Já tenho dezoito anos e sei muito bem o que é melhor pra mim. ‒ Lois protestou.
‒ Aquele garoto está se aproveitando de você Lois. Não vê isso?! ‒ Tentou convencê-la de outra maneira.
‒ Clark não está se aproveitando de mim pai, ele...
‒ Ele te levou pra um quarto de hotel, no meio da tarde pra poder... ‒ O general interrompeu ela.
‒ Pai, eu sei que deve ser estranho ter esse tipo de conversa, principalmente sem a mamãe aqui, mas eu cresci. Não sou mais aquela garotinha que tomava um copo de leite toda noite antes de dormir.
O general não teve argumentos para contradizê-la, ele começou a ouvir o que ela estava falando.
‒ Clark e eu estamos num relacionamento sério, nós nos amamos e é normal compartilharmos... ‒ Lois teve um pouco de vergonha em completar a frase, mas continuou. ‒ Esse tipo de intimidade.
‒ Mas você é tão nova. Não devia estar se prendendo nesse tipo de relacionamento tão cedo. ‒ Tentou argumentar.
‒ Eu tenho sorte de ter encontrado o Clark, não consigo imaginar minha vida sem ele.
‒ Lois, por favor, vem comigo. ‒ Insistiu.
‒ Pai, eu te amo. Mas se eu for com você estaria sacrificando a minha felicidade. Estou te pedindo pra que entenda e aceite a minha decisão.
‒ Desculpa Lois, mas não vou concordar com você tendo esse tipo de relacionamento, com esse rapaz, aqui sozinha sem a supervisão de alguém.
‒ O que vai fazer? ‒ Perguntou sem entender o que seu pai pretendia.
‒ Vou me mudar para Smallville. Você não pode ficar aqui sem ninguém pra botar juízo nessa sua cabeça.
‒ Você só vai ficar porque descobriu que Clark e eu estamos... íntimos?! ‒ Lois perguntou pra ver se tinha entendido direito.
‒ Sim. Só assim posso ficar de olho em vocês dois, e evitar que isso aconteça novamente.
‒ Não quero desrespeitar o senhor, mas Clark e eu não vamos parar de nos ver ‘a sós’ só porque você está aqui.
‒ Não acredito no que estou ouvindo, você tem que respeitar minhas ordens.
‒ Não sou um dos seus soldados para acatar suas ordens, eu sou sua filha! ‒ Lois deu uma pausa e olhou nos olhos do seu pai. ‒ Se não consegue ver a diferença, acho melhor encerrarmos essa conversa.
Lois deu meia volta e saiu do apartamento deixando seu pai refletindo sobre suas palavras. O general teve que cuidar dela sozinho desde que a mãe dela tinha os deixado, não era muito de ter longas conversas sobre relacionamentos e... sexo. Quando a viu naquele quarto de hotel com aquele caipira na cama... seu sangue subiu a cabeça a próxima coisa que viu foi ele arrastando Lois de lá, agora ela estava zangada com ele e por mais que odiasse admitir ela tinha razão.
* * *
Lois chegou na fazenda e foi direto para o celeiro, subiu as escadas e o encontrou deitado no sofá refletindo. Assim que notou sua presença ele se sentou dando espaço para ela se acomodar. Lois se jogou em seus braços abraçando-o, tentando com todas as forças impedir que as lágrimas escorressem pelo seu rosto.
‒ Hey, o que aconteceu? ‒ Estreitou os braços em sua volta, preocupado com ela.
‒ Eu briguei com meu pai. Ele queria me levar embora daqui.
‒ Calma, Lois. Vai dar tudo certo.
Lois se afastou um pouco dele para poder encará-lo.
‒ Como você sabe Clark? Ele não entende como eu me sinto sobre você... Ele acha que não é sério com a gente.
‒ Ele vai entender nosso relacionamento. ‒ Lois não entendeu as palavras de Clark e ele continuou falando. ‒ Vai pra casa, e tenta não brigar com seu pai.
‒ O que vai fazer?
‒ Confia em mim. Eu passo lá, no mínimo, em uma hora, só tenho que falar com a minha mãe, primeiro.
‒ Não estou gostando desse tom.
‒ Faz o que eu tô pedindo. ‒ Clark se levantou do sofá a trazendo com ele. ‒ Vamos resolver as coisas com seu pai.
Clark abaixou a cabeça capturando seus lábios para um breve beijo.
Lois saiu em seguida e foi pra casa, entrou na sala e seu pai estava sentado no sofá esperando por ela. Ela tentou seguir o conselho de Clark e não brigar com o general, ela se sentou ao lado dele pra ver se conseguia conversar com ele novamente.
‒ Desculpa pelo jeito que eu falei com você mais cedo. Fiquei um pouco nervosa. ‒ Lois sabia que ele estava errado, mas resolveu se desculpar mesmo assim.
‒ Isso não está certo Lo, você não merece essa vida de cidadezinha pequena que esse rapaz tem pra te oferecer. ‒ Falou um pouco mais calmo.
‒ Eu o amo, pai. E não vou deixar de viver a minha vida só por causa do Clark.
‒ Sinto muito, mas não aceito isso. Ele ganhou minha confiança só pra depois te levar pra um quarto e dormir com você.
Lois estava prestes a defender Clark, quando uma batida na porta a impediu. Ela deu um longo suspiro e foi abrir a porta. Clark estava parado do lado de fora com um olhar apreensivo, ele entrou e a cumprimentou com um selinho. Lois o seguiu até a sala onde o general estava prestes a insultá-lo pela segunda vez naquele dia, só que Clark não o deixou falar.
‒ Antes que tire conclusões precipitadas, eu gostaria de falar com o senhor primeiro. ‒ Clark foi falando e Lois se aproximou dele segurando sua mão. ‒ Não estou aqui pra me justificar pela cena que viu mais cedo, não sou hipócrita de dizer que não foi nada disso que o senhor viu.
‒ Ao menos é homem o suficiente para admitir. ‒ O general falou rígido.
‒ Também sou homem o suficiente para provar o quanto eu amo sua filha. ‒ Clark ficou de joelhos perante Lois e tirou uma pequena caixa de veludo. ‒ Lois Lane, você aceita se casar comigo?
Lois ficou atônica com o pedido, ficou olhando o pequeno anel com um diamante no topo, era lindo. Mas Clark tinha ficado maluco, pedir a mão dela assim tão cedo, obviamente ele tinha agido sem pensar, não tinha medido as consequências daquilo e sem falar que ela não estava preparada.
 ‒ O que pensa que está fazendo garoto? ‒ O general perguntou tão surpreso quanto ela.
‒ Apenas mostrando que nossa relação é uma coisa séria e que não faz sentido o senhor levar a Lois de mim. ‒ Clark ainda estava ajoelhado com o anel erguido na direção dela esperando por uma resposta. ‒ Então, Lois? Qual sua resposta?
‒ Eu... Isso é... Clark, isso é loucura. ‒ Ela levou as mãos em direção à pequena caixa e a fechou, fazendo com que Clark se levantasse.
‒ Olha, filho. Sua coragem é admirável, mas essa decisão é precipitada. ‒ O general então parou e viu o quanto estava errado em manter os dois separados. ‒ Não precisam se casar, eu entendi.
‒ Não vai me obrigar a ir embora com o senhor? ‒ Lois perguntou ainda sem acreditar.
‒ Não Lois. Acho que não posso fazer muita coisa quando vejo que vocês dois realmente se amam.
Clark não podia acreditar no que estava ouvindo, colocou um largo sorriso no rosto e estendeu a mão para o general.
‒Obrigado senhor. Prometo que não vai se arrepender.
‒ É melhor mesmo, estou te entregando meu tesouro mais precioso. ‒ O general segurou na mão dele e os dois trocaram um aperto de mão.
Lois também sorriu e correu para abraçar o seu pai bem forte.
‒ Obrigada, pai.
‒ Bem, já que está tudo resolvido por aqui... eu vou indo, tenho muito trabalho pela frente. ‒ O general foi até o quarto e pegou suas malas, voltando em seguida. ‒ Vocês dois tenham juízo, não quero ter netos tão cedo.
Lois e Clark ficaram se graça com o comentário, Lois então decidiu levar seu pai até a porta e se despediu em seguida. Voltou à sala onde Clark estava sentado no sofá, ela se sentou ao seu lado abraçando-o.
‒ Obrigada, Smallville. Se não fosse por você, meu pai e eu ainda estaríamos brigados. ‒ Lois se aproximou mais dele e o beijou ternamente.
‒ Mas de uma coisa o seu pai estava certo. Nós abusamos da confiança dele.
‒ Eu sei, mas isso não significa que não temos juízo. Nós nos protegemos toda vez, não quero ser mãe TÃO cedo. ‒ Lois fez uma careta ao imaginar a última frase.
‒ Eu te amo, sabia? ‒ Ele sorriu da cara que ela fez e a beijou.
‒ Não sabia. Bem que você podia me mostrar. ‒ Lois se inclinou mais pra cima dele, fazendo-o recuar e se deitar no sofá.
‒ Seria um prazer, mas tenho que falar pra minha mãe que não vamos nos casar. ‒ Clark a segurou pela cintura e a virou no sofá para que ficasse por cima.
Ela levou as mãos no seu rosto e o puxou para um beijo, abriu os lábios e levou a língua até os lábios dele pedindo permissão para entrar, ele também abriu a boca, encontrando sua língua.
Lois gemeu dentro da sua boca assim que suas línguas se encontraram, mas o beijo não durou muito, assim que ela puxou sua camisa ele se afastou, levantando-se do sofá antes que fossem adiante.
‒ Não podemos fazer isso agora. Minha mãe deve estar uma pilha porque ainda não dei notícias. ‒ Falou ainda sem fôlego.
‒ Qual é Smallville. Nós nem terminamos o que estávamos fazendo naquele hotel. ‒ Lois sentou no sofá frustrada.
‒ Sinto muito, mas eu tenho que ir. ‒ Ele se inclinou na direção dela e depositou um leve beijo. ‒ Te vejo amanhã.
– Tá bom então, mas depois não reclama se ficarmos muito tempo sem fazer.
– Isso não vai acontecer de novo. E se eu fosse você deixaria a janela do seu quarto aberta hoje.
– E por que eu faria isso? – Lois perguntou com um sorriso nos lábios.
– Bem, vamos dizer que ‘alguém’ vai invadir seu quarto durante a noite. – Clark se aproximou dela e deu um beijo de tirar o fôlego. – Eu te amo.
‒ Também te amo. ‒ Lois disse, assistindo Clark sair, se jogando no sofá em seguida, contando as horas para a noite chegar.
 

domingo, 23 de outubro de 2011

Destiny Capítulo 23

Assim que saiu do colégio Lois foi direto pra casa se aprontar para se encontrar com Clark mais tarde. Chegando lá passou direto pela sala indo em direção ao seu quarto, seu pai estava lendo o jornal quando a viu atravessar sem sequer falar com ele. Foi até o quarto dela.
– Oi, querida. Como foi a escola hoje?
– Normal. – Respondeu dando de ombros. – Ah, antes que esqueça, combinei de ajudar a Chloe nos preparativos da formatura hoje à tarde. Talvez demore um pouco.
– Clark também vai? – Perguntou curioso.
– Vai.
– Tudo bem então. Eu vou ter que sair agora, preciso resolver uns assuntos antes de deixar Smallville.
– Já está indo embora?
– Já fique tempo demais nessa cidade. Tenho que voltar ao trabalho.
– Vou sentir sua falta.
O general sorriu e falou em seguida.
– Eu também.
* * *
Lois foi para o hotel na hora marcada por Clark, tinha levado uma pequena maleta que continha uma lingerie que ela havia comprado um pouco antes do seu pai chegar a Smallville. Subiu todos os andares do hotel e foi em direção ao quarto onde Clark já devia estar esperando por ela.
Abriu a porta e sua atenção foi levada para o chão, onde pétalas de rosas vermelhas trilhavam o piso em direção à cama. Clark estava de frente pra cama com duas taças de champanhe nas mãos e um sorriso nos lábios.
– Estava te esperando.
Lois sorriu e entrou no quarto, fechando a porta em seguida. Parou ao seu lado e ele lhe entregou uma das taças, os dois brindaram e beberam em seguida. Ele tirou a taça das suas mãos e depositou na mesinha de cabeceira.
– Está tudo lindo, Clark.
– Nada comparado a você. – Ele chegou mais perto dela e tomou seus lábios.
Lois sentiu a eletricidade do seu beijo e correspondeu a altura, empurrando-o até que ele se sentasse na cama levando-a junto para que ficasse sentada no seu colo. Clark logo foi sentindo o calor do corpo dela no seu e a chama se acendeu dentro dele, levou as mãos até suas costas subindo para tirar sua camiseta, mas ela o interrompeu.
– Espera, Smallville. Também tenho uma surpresa pra você. – Lois se levantou do seu colo e foi pegar a maleta que tinha deixado no chão. – Espera só um minutinho e não vai se arrepender.
Ela seguiu em direção ao banheiro e ele se ajeitou na cama, tirou os sapatos e tirou sua camisa a fim de esperar por ela. Estava radiante por ter conseguido uma tarde livre de todo mundo, longe do general, dos seus pais, da Choe... Quanto tempo que não ficava sozinho com ela, que não a tinha intimamente, sentia a falta dela e não podia conter a excitação que corria por todo o seu corpo.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo barulho da porta do banheiro que se abria, Lois saiu de lá vestida numa lingerie branca, bem curta e bem justa na parte de cima. Clark engoliu seco com a visão dela que veio se aproximando lentamente em direção a ele, subiu na cama e foi engatinhando até ele, chegou bem perto da sua boca e falou:
– Pronto pra brincar, Smallville?
Ela não o deixou responder, tomou sua boca em um beijo ardente, arrastando suas mãos pelas pernas dele sobre a calça jeans, Clark gemeu dentro da sua boca e a puxou para que ela se sentasse novamente em seu colo abraçando-a. Lois se ajeitou em seu colo e levou as mãos até a calça dele desabotoando-a e abaixando o zíper em seguida, Clark a ajudou a se livrar da peça e Lois pôde perceber o quão excitado ele estava, resolveu seguir adiante e o deitou na cama, passou ambas as mãos pelo seu peitoral enquanto beijava seu pescoço.
Clark fechou os olhos e se segurou nos lençóis da cama para não parar o que ela estava fazendo. Lois foi descendo a carícia pelo corpo dele, beijando seu peitoral definido e continuou a descer, parando na sua virilha e beijando-o sobre a cueca. Clark não conseguiu evitar o gemido que escapou da sua boca, Lois estava mexendo com ele de uma maneira que ninguém mais conseguia fazer. Ela viu o que tinha feito com ele e se livrou da cueca rapidamente para dar fim aquela agonia, no instante seguinte ele pôde sentir a boca dela acariciando-o, levando aquele momento a um novo nível, ela continuou o movimento notando que ele estava perto de perder o controle, Lois foi dando mais rapidez ao ato fazendo-o gemer bem alto.
Clark não conseguiu se controlar mais e a puxou para cima se virando na cama e ficando por cima dela.
– Você está linda nessa lingerie.
– Gostou? – Lois mordeu o lábio inferior provocando-o.
Ele não resistiu e a beijou novamente, dessa vez se livrando das suas roupas. Ele se posicionou em cima dela e a adentrou sentindo todo o calor se espalhar pelo seu corpo, Clark foi fazendo movimentos de vai e vem bem devagar no inicio para senti-la por completo, mas acelerou o ritmo logo em seguida deixando Lois enlouquecida com o movimento. Assim que sentiu que o momento chegara, Lois cravou as unhas nas costas dele arqueando seu corpo de tanto prazer, Clark se permitiu a acompanhá-la sentindo seu corpo estremecer conforme aquela sensação lhe invadia.
Ficaram alguns minutos naquela posição até que ele se deitou ao lado dela para livrá-la do seu peso. Lois imediatamente se aconchegou no seu peito.
– Tinha quase esquecido de como é fazer amor com você. – Ela falou acariciando seu peito.
– Já tinha esquecido, é?
Lois levantou a cabeça para encará-lo sorrindo em seguida.
– Claro que não, seu bobo. Nada no mundo seria capaz de me fazer esquecer isso. É que fazia muito tempo. – Ela abaixou a cabeça e o beijou.
Logo os beijos começaram a ganhar intensidade novamente e ela percebeu que ele já estava pronto pra outra. Clark se virou na cama ficando novamente por cima dela, abaixou a cabeça e começou a beijar seu pescoço acariciando um de seus seios ao mesmo tempo. Lois levou a cabeça pra trás de tanta excitação. Clark foi descendo seus beijos sobre o corpo dela assim como ela tinha feito com ele, chegou na barriga dela e continuou até parar bem perto da sua feminilidade, ele ia seguir adiante, mas batidas na porta o interromperam. Ele subiu novamente e se sentou na cama assim como Lois.
– Deve ser o serviço de quarto. – Ele falou, pegando sua cueca e vestindo em seguida.
– Onde pensa que vai? – Perguntou assim que o viu levantar da cama.
– Atender a porta.
– Não desse jeito. Não vou dar a chance de alguma camareira te ver só com esses boxers ai. – Ela pegou a camisa dele no chão e vestiu. – Eu atendo.
Clark balançou a cabeça rindo de Lois. Ele voltou a se deitar na cama enquanto ela ia atender a porta. Lois arrumou o cabelo que estava totalmente bagunçado e abriu a porta, ela só viu um vulto atravessar na sua frente pra dentro do quarto.
– Seu filho da mãe! É pra cá que você traz a minha filha! – O general entrou no quarto gritando assim que viu Clark só de cueca deitado na cama.
Ele se assustou com a gritaria do pai dela e rapidamente saiu da cama e vestiu sua calça. Lois saiu do estado de choque em que estava e fechou a porta indo em direção a Clark em seguida.
– Calma, pai. – Ela tentou acalmar seu pai que estava com o rosto todo vermelho.
– Não se meta Lois. Meu assunto aqui é com ele. – Ele foi pra cima de Clark com a intensão de bater nele, mas Lois o impediu entrando na frente.
– Para pai! Não vai bater no Clark.
– Me espera no carro Lois que eu já cuido de você. – Ele ficou mais bravo ainda quando viu ela o defender. – Confiei em você Kent, como pôde me apunhalar pelas costas desse jeito?
– Me desculpa senhor, mas... – Ele tentou se justificar, mas o general não o deixou.
– Era isso que você queria. Se aproveitar da minha filha.
– Clark não se aproveitou de mim, estou aqui porque eu quero. Clark não me obrigou a fazer sexo com ele. – Falou exaltada, se arrependendo um pouco da última frase.
– O quê?
– É isso mesmo pai. Sinto muito ter que descobrir desse jeito, mas eu não sou mais uma criança, tem que parar de me tratar como uma.
– Para com essa palhaçada Lois. Coloque suas roupas e vamos embora dessa cidade.
– Não vou pai. Meu lugar é aqui, junto com o Clark.
– Lois Lane, se não vir comigo agora pode esquecer que é minha filha.
– Lois, devia ir com ele. Nós conversamos mais tarde. – Clark tentou não fazê-la escolher entre os dois, não queria mais brigas.
– Não Clark, eu vou ficar. – Ela disse se virando para encará-lo.
– Por favor, vai. Por mim.
Ela não respondeu tentando organizar as ideias na sua cabeça, talvez ele estivesse certo, o melhor seria resolver as coisas com seu pai primeiro.
– Ok. – Lois se virou para o seu pai. – Eu vou com você, mas isso não significa que eu mudei de ideia.
– Vai se vestir. Vou esperar por você na porta. – O general saiu e ficou no corredor esperando por ela.
– Mil desculpas Smallville. Você não merecia isso. – Falou chateada.
– Não é sua culpa. – Ele se aproximou dela e a abraçou.
Assim que se desvencilharam, ela foi para o banheiro onde tinha deixado suas coisas. Saiu de lá minutos depois com uma expressão séria no rosto, foi na direção dele para se despedir.
– Desculpa de novo.
– Já disse que não é culpa sua. – Ele colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e acariciou seu rosto.
– É melhor eu ir. Mas eu te ligo mais tarde.
– Vou esperar, e não fica assim. Seu pai vai acaba entendendo. – Ele se inclinou para um beijo e ela correspondeu, mas não demorou, para não irritar mais ainda o seu pai.
Lois seguiu para fora onde encontrou seu pai que a estava esperando. Seguiram para o elevador em silêncio e logo estavam no saguão do hotel, foram para o carro e o seu pai a levou pra casa.
Do outro lado da rua Lana assistia Lois e o pai entrarem no carro com expressões nada felizes, seu plano tinha dado certo. Ela tinha ouvido Lois e Clark combinando tudo e depois foi só ligar para o pai dela e ‘avisar’ sobre o pequeno programa dos dois. Ficou por lá mais alguns minutos se vangloriando da sua vitória, seu sorriso era inevitável e se ampliou ainda mais quando viu Clark sair de lá também com uma cara chateada. Estava tudo caminhando para tê-lo de volta, logo, logo Lois iria embora e o caminho ficaria livre pra ela.

domingo, 16 de outubro de 2011

Destiny Capítulo 22

Alguns dias se passaram e o general continuava com Lois, por um lado ela estava muito feliz em ter seu pai por perto, sentia falta dele e tinha ficado vários meses sem vê-lo. Mas todo lado bom tem um lado ruim, ela e Clark não tinham mais privacidade em lugar nenhum, o general estava fazendo vista grossa no namoro deles. Quando Clark ia visitá-la, tinham que ficar na sala sob a supervisão dele senão ele se virava contra os dois e proibiria que se vissem por um tempo. Já na casa de Clark as regras não eram tão rigorosas, mas também não queriam abusar da boa vontade dos Kent, ficavam no quarto dele namorando, mas não passavam dos beijos, até porque Jonathan os fez ficarem no quarto com a porta aberta. Lois começou a sentir saudades do tempo em que ninguém sabia dos dois e não existia desconfiança, até porque não tinham motivos pra isso, uma vez que os dois já tinham dormido juntos.
Na escola estavam todos em clima de formatura, o ano estava quase acabado e os preparativos para a festa já estavam em andamento. Lois também estava animada com a formatura, ainda não tinha recebido a carta de nenhuma faculdade, mas ainda havia esperanças. Seu pai tinha insistido para ela tentar em outros lugares, mas ela queria ficar perto de Clark e de todos em Smallville. Por esses motivos resolveu esperar mais um pouco pela resposta das faculdades.
Lois e Clark voltavam da escola, foram pra casa dela onde o general tinha combinado para almoçarem todos juntos e também mais um motivo para supervisionar os dois.
– Oi, papai. Clark e eu já chegamos. – Os dois entraram no apartamento e foram para a sala onde encontraram o general encarando uma carta em cima da mesa. – Tá tudo bem, pai?
– Lois! Ainda bem que chegou, não aguento mais de curiosidade. – O general pegou a correspondência e foi em direção a ela.
– O que é isso? – Perguntou sem entender o comportamento do pai.
– É da MetU. Chegou hoje cedo e só estava esperando você pra abrir.
Lois pegou o pequeno envelope, nervosa para saber o resultado. E se ela não passasse? Resolveu não prolongar mais o sofrimento e abriu a carta. Começou o ler em silêncio, sem expressar nenhuma reação a principio. Clark e o general também estavam apreensivos com o resultado, e Lois não dava nenhuma dica do que estava escrito. Ela parou de ler e começou a encara os dois.
– Então, o que diz? – Clark perguntou ao ver que ela não ia falar nada.
– Eu não acredito...
– Você não passou, Lo? – Seu pai perguntou temeroso.
– Eu passei, eu não acredito que passe! – A ficha tinha caído pra Lois, ela esboçou um sorriso.
O general foi em sua direção e a abraçou, contente por sua filha ter entrado em uma ótima faculdade. Assim que ele se afastou dela foi a vez de Clark que também estava radiante com a notícia, abraçou-a forte, levantando-a do chão.
– Parabéns. Estou tão feliz por você.
Clark a depositou no chão e foi em direção aos seus lábios beijando com paixão. Os dois se separaram, sem graça, segundos depois assim que ouviram o general limpar a garganta nada satisfeito com o que o jovem Kent tinha feito.
– Bem, devíamos celebrar isso. – O general falou, resolvendo não brigar com Clark pelo beijo.
– Seu pai está certo. Por que não vamos jantar em Metropolis?!
– É uma ótima ideia, podíamos chamar os seus pais também. – Ela sugeriu.
– Eles vão ficar muito contentes em saber disso.
* * *
Clark informou aos seus pais a boa notícia e todos combinaram de jantar num restaurante em Metropolis, por coincidência, o mesmo que Clark tinha levado Lois quando ainda namoravam escondidos.
O jantar correu bem, todos se divertiram e aproveitaram o ambiente de Metropolis. Mas é claro que Lois aproveitou para provocar Clark o jantar todo. Como estavam sentados perto um do outro ninguém percebeu quando Lois começou a acariciar sua perna dando leves arranhadas. Clark se assustou no começo, Lois parecia maluca, fazia aquelas coisas bem debaixo do nariz do pai e sem medo de ser pega, mas no fundo ele estava gostando. A brincadeira estava ficando séria e Clark achou melhor tirar a mão dela dali antes que alguém percebesse o estado dele. Lois viu que ele estava reagindo às suas caricias e também achou melhor parar.
Assim que acabaram de jantar todos seguiram rumo a Smallville, Clark e seus pais na caminhonete, enquanto Lois ia com o general no seu carro.
– Eu vou dormir Lo, esse jantar me deixou preguiçoso. – O general falou assim que entrou em casa.
Foi direto pro seu quarto fechando a porta, Lois seguiu seu exemplo e também seguiu para o quarto, abriu a porta e deu de cara com Clark deitado na cama esperando por ela.
– O que faz aqui, seu maluco? – Lois cochichou temendo que seu pai ouvisse.
– Você começa uma coisa e agora não quer terminar. – Falou baixo, se referindo as provocações dela no restaurante.
Lois se aproximou da cama, tirou os sapatos e se deitou ao seu lado.
– Você estava gostando que eu sei. – Ela disse, sorrindo.
– Não disse que não estava. – Clark se virou na cama, ficando por cima dela. – Só disse pra terminar o que começou.
– Você pode ser feito de aço Smallville, mas eu não. Se meu pai nos pega aqui...
– Já sei, estamos mortos. – Completou saindo de cima dela. – Mas saiba que está mexendo com fogo Lois Lane, não devia me provocar assim.
– Prometo que vou te recompensar quando tiver a oportunidade.
– Eu vou cobrar. – Clark se aproximou dela dando um rápido beijo em sua boca. – Eu já vou agora, antes que me faça perder o controle.
– Eu? Sou uma santa, nunca te provoquei. – Falou dissimulada.
Clark sorriu e superacelerou de lá em seguida, deixando Lois com um sorriso na cama.
* * *
No dia seguinte Clark passou cedo na frente do prédio de Lois para buscá-la para irem pra escola juntos. Ela já estava o esperando em frente à portaria e assim que viu sua caminhonete estacionar na rua da frente seguiu em direção a ela.
– Ei, Smallvile. – Ela entrou no carro e se inclinou para um selinho.
– Oi. – Clark sorriu e ligou o carro.
Chegaram na escola minutos depois e quando ela ia descer ele puxou seu braço impedindo-a de seguir em frente.
– Tem planos pra hoje à tarde? – Perguntou assim que ela voltou a se encostar no banco.
– Hoje à tarde? Não, por quê? – Perguntou curiosa.
Clark pegou do bolço uma caixinha de veludo preta e ergueu em sua direção. Lois tomou um susto ao ver o pequeno objeto nas mãos de Clark.
– Clark... – Lois começou a falar apreensiva, mas ele não a deixou continuar.
– Calma Lois, não é o que está pensando. – Ele abriu a caixa que continha uma chave dentro.
– Caramba Smallville, você me assustou agora. – Ela sorriu aliviada. – Mas que chave é essa?
– É a chave da suíte de um hotel em Metropolis. Eu reservei o quarto pra gente poder comemorar sua entrada na MetU.
– Você é tão fofo Clark. – Ela se inclinou para beijá-lo. – Mas não precisava me dar um susto colocando a chave em uma caixinha como essas.
– Tem tanto medo de casar assim, é? – Perguntou, achando graça da reação dela.
– Não é medo. Eu só não quero me casar antes de completar vinte anos.
– Vou manter isso em mente quando for te pedir em casamento. – Clark perturbou ela.
– Vai me zuando Smallville. – Lois deu um soquinho em seu ombro e continuou. – Não se brinca com essas coisas.
Clark sorriu e a puxou para um beijo, ela retribuiu com o mesmo ardor e ele seguiu em frente. Levou uma das mãos à perna dela apertando de leve sobre a calça jeans.
– Calma, garotão. Deixe a animação pra de tarde. – Falou interrompendo o beijo.
– Tá bom. Mas não pode me culpar por estar subindo pelas paredes.
Lois deu risada dele e saiu do carro em seguida, balançando a cabeça. Clark era uma figura mesmo, só ele pra colocar uma chave de hotel em uma caixinha de veludo.
Lois entrou no jornal da escola procurando por Chloe. A loira estava sentada em sua escrivaninha digitando alguma matéria no computador.
– Bom dia, prima.
– Bom dia. Chegou cedo hoje.
– Clark me trouxe. – Não pôde evitar o sorriso que brotou ao falar dele. Chloe percebeu e ela resolveu continuar. – Eu preciso da sua ajuda.
– Claro. O que quer que eu faça?
– Clark e eu vamos... Bem, ‘sair’ hoje à tarde e o general, obviamente, não vai concordar...
– E onde eu entro nessa história toda? – Perguntou, divertida com a explicação da prima.
– Eu vou dizer pro meu pai que eu vou estar com você a tarde toda. Posso contar com a sua ajuda? – Lois fez um olhar de cachorrinho pra Chloe.
– Ok, se você e Clark precisam de privacidade... Eu ajudo.
Lois correu em direção à prima dando um forte abraço como agradecimento.
– Valeu, prima. Se precisar da minha ajuda em relação ao Jimmy, pode contar comigo.
No intervalo Lois foi até o armário de Clark que estava guardando seus livros.
– Tudo certo Smalville. Chloe vai nos cobrir com o general. – Lois levou os braços em volta do pescoço dele e continuou. – Vamos ter a tarde toda, só pra gente, na suíte do melhor hotel de Metropolis.
– Mal posso esperar. – Ele abaixou a cabeça em direção dela e depositou um rápido beijo em seus lábios.
Bem perto dali Lana ouvia a conversa deles já bolando um plano contra os dois. Finalmente a sorte sorriu pro seu lado, a chance que ela queria para se livrar da Lois e tentar reconquistar Clark. Fechou seu armário e foi direto pra casa, tinha que planejar tudo direitinho para que nada desse errado.

domingo, 9 de outubro de 2011

Armadilha

Gente tá ai a fic com o resultado da enquete .Queria agradecer a todo mundo que comentou e me apoiou com a minha fic. Só avisando também que semana que vem continuarei postando os novos caps de Destiny. Espero que gostem dessa shortfic e comentem. Beijos, Nanda J



Estava praticamente tudo certo para o casamento de Lois e Clark, o local da recepção, a igreja, o Buffet, o vestido... Tudo para o grande dia ser inesquecível, ela finalmente iria realizar seu sonho de adolescente, claro que ela nunca admitiria, afinal ela era Lois, mas sempre sonhou em viver seu sonho de fadas, ela nunca esteve mais feliz.
 Lois estava saindo do Planeta Diário para encontrar com o pessoal da decoração, foi até o estacionamento onde tinha deixado seu carro e começou a procurar a chave na bolça e quando finalmente encontrou abriu a porta e ligou o carro, mas antes que pudesse sair alguém entra no carro surpreendendo-a.
Lana! O que faz aqui? Quer me matar de susto. – Falou assustada com a presença da moça.
– Vamos cortar a conversa fiada Lois, vamos logo ao que interessa. Você vai cancelar esse casamento, e vai deixar a cidade e nunca mais voltar. – Lana falou num tom ameaçador.
– Ok, eu até entendo o lance da ex-namorada ciumenta, mas você já tá exagerando aqui.
Não estou brincando Lois é melhor você deixar o Clark e seguir com a sua vida.
Com certeza, vou fazer isso agora mesmo. – Lois parou de falar um minuto e colocou a mão no queixo como se refletisse sobre algo. – Mas espera um minuto, eu não vou deixar o Clark só porque uma maluca me disse para deixá-lo. – Falou com todo o sarcasmo na voz.
– Se você realmente gosta dele vai deixá-lo sim, porque se Clark não ficar comigo ele não vai ficar com mais ninguém.
– E você com todo seu um metro e meio vai impedir que a gente se case como?
 – Não esqueça Lois que antes de você eu fui a namorada dele. Conheço todas as fraquezas dele, posso muito bem aparecer com um pedaço de kryptonita no dia do seu casamento. – Lana falava enquanto Lois olhava abismada com o que estava ouvindo.
– Você não faria isso com o Clark. – Disse num tom mais sério.
– Experimenta só continuar com essa palhaçada que é seu casamento. Demorou muito para que eu conseguisse me livrar dos efeitos daquele traje, e quando eu apareço para retomar as coisas com o Clark vejo vocês de casamento marcado.
 Lois não podia acreditar no que estava ouvindo, essa mulher tinha ficado louca, ameaçar a vida do Clark só porque ele seguiu em frente com a vida dele e não ficou esperando por ela.
– Olha Lana, vamos resolver isso como adultos, ok? Vamos conversar nós três e esclarecer as coisas para que ninguém saia machucado. – Lois falou pra ver se ela tirava aquela ideia maluca da cabeça.
– Já está resolvido, se você continuar com essa história de casamento Clark morre. Você tem 48 horas pra desmanchar tudo e deixar Metropolis. – E antes de sair do carro advertiu. – E se está pensando em contar pro Clark ou qualquer pessoa sobre a nossa pequena conversa eu o mato.
Lois continuou no carro pensando nas coisas que Lana acabara de falar, o que ia fazer agora? Não podia contar nada pro Clark, se ela o fizesse ele ia atrás dela e com certeza Lana não pouparia esforços para matá-lo, viu o ódio nos olhos dela e soube que não estava falando da boca pra fora. Mas Lois não queria deixá-lo, finalmente encontrou o homem da sua vida e algo tinha que acontecer para que não ficassem juntos. Lois se viu desesperada, e o pior é que não podia se abrir com ninguém sem que Lana a ameaçasse de novo.
Decidiu sair daquele estacionamento, começou a dirigir a esmo, para ver se achava uma solução para aquela loucura, e quanto mais pensava menos via uma solução. Lagrimas foram derramando através do seu rosto enquanto ela se dava conta que não havia outra saída, tinha que deixá-lo senão ele morreria.  Pegou a estrada rumo à Smallville, decidiu partir pela manhã sem dizer nada, era a única solução, Clark nunca iria acreditar que ela teria desistido de tudo assim em cima da hora. Mas antes de ir tinha que se despedir dele.
Parou o carro na frente da fazenda dos Kent e ficou um tempo sentada no banco do carro, limpando o rosto das lágrimas que teimavam em descer dos seus olhos, e quando finalmente se recompôs saiu do carro e entrou em casa pela porta principal. Clark estava fazendo o jantar quando ela apareceu com uma cara meio abatida.
– Oi amor. – Se aproximou para dar um beijo nela. – Aconteceu alguma coisa? Tá com uma cara estranha.
– Tá tudo bem, só tô um pouco cansada. – Deu um pequeno sorriso para disfarçar.
– Por que demorou tanto pra voltar pra casa? Já estava indo te buscar no Planeta Diário, preocupado com sua demora. – Ouvir aquilo só deixou Lois mais triste, iria sentir falta dele.
– Umas coisas apareceram lá na redação e eu tive que resolver. – Lois falou indo em direção à cozinha, não conseguia mais encará-lo. – Eu vou ter que viajar amanhã cedo pra cobrir uma história.
– Mas assim de uma hora pra outra? E onde fica essa história? – Perguntou seguindo para a cozinha para servir o jantar.
– Los Angeles. – Lois mentiu, na verdade nem sabia pra onde iria, falou o primeiro nome que veio a cabeça.
– Vai ficar quanto tempo por lá?
– Não devo demorar muito, um dia ou dois talvez.
– Vou sentir sua falta. – Falou se aproximando para beijá-la. – Mas esse problema nós podemos resolver, é só me dar o nome do hotel que vai ficar que eu passo por lá pra te visitar.
Lois apenas sorriu com o comentário, era muito difícil mentir para ele assim, e vê-lo com aquele olhar sobre ela só partia mais seu coração.
* *
Terminaram de jantar e foram para a sala, e se acomodaram no sofá para assistir tv.
– Que horas sai seu voo amanhã?
– Bem cedo. – Lois desligou o aparelho e voltou para encará-lo séria. – Quero me despedir antes de viajar.
Se aproximou dele e deu o beijo mais apaixonante que poderia dar, ela não podia partir sem antes se despedir de verdade dele. Afastou o rosto do dele para poder olhá-lo nos olhos.
– Eu te amo, não importa o que aconteça saiba que eu te amo. – Disse ela se esforçando ao máximo para não chorar.
– Eu também te amo. – Falou tirando uma mecha de cabelo do seu rosto e envolvendo-a atrás da orelha. – Lois tem algo errado?
Ela sorriu como resposta e voltou a beijá-lo.
– Vamos só aproveitar essa noite.
Lois levantou-se do sofá e segurou em sua mão para que pudessem subir as escadas rumo ao quarto, chegando lá Lois procurou ser delicada, devagar começou a tirar a roupa dele, queria memorizar todo seu corpo naquele momento, deixá-lo gravado na mente, pois sabia que seria a última vez que o teria por perto. Clark notou algo de estranho no olhar dela, no seu toque, Lois estava falando coisas estranhas pra ele...bem talvez seja só sua imaginação, pensou Clark.
Assim que os dois estavam sem roupa Lois, ainda de pé, o abraçou e cochichou no seu ouvido.
– Clark, faça amor comigo como se fosse a última vez.
– Eu irei. – Ele prometeu, abraçando-a e pegando-a no colo em seguida, depositando-a na cama para cumprir a sua promessa e fazer amor com ela a noite toda.
* * *
No dia seguinte, Lois acordou bem cedo, estava enrolada nos lençóis entre os braços de Clark, realmente a noite passada foi a melhor noite com Clark, foi o melhor jeito de se despedir dele, pensou ela. Tomou cuidado para levantar sem fazer barulho, se vestiu e foi arrumar suas malas, tirando todas as suas roupas do guarda-roupa e antes de sair do quarto deu o ultimo beijo em Clark que ainda estava dormindo.
– Te amo. – Assim que se afastou dele tirou uma carta que havia feito minutos antes e a colocou no seu travesseiro do lado dele e saiu.
* * *
Poucas horas depois Clark desperta notando que ela não estava na cama já devia ter ido viajar, abriu os olhos com um sorriso ao se lembrar da noite anterior, notou que havia uma carta sobre o travesseiro dela. Achou estranho a princípio, por que Lois deixaria uma carta sendo que iriam se ver em um ou dois dias, na verdade antes disso, ele planejava ir visitá-la no hotel, talvez a carta seria para ele saber o endereço. Sem prolongar mais abriu a carta e começou a ler, a medida que ia avançando com a leitura ele não podia acreditar que Lois tinha feito uma coisa dessas com ele, não depois da noite anterior. Quando terminou leu novamente para ter certeza do que havia escrito.





Clark, eu não tive coragem de falar ontem à noite, mas a verdade é que não consigo ir em frente com esse casamento, é muita pressão e você sabe como eu ajo sob muita pressão. Eu sinto muito por ter que te fazer passar por isso, mas não seria justo conosco se continuássemos nisso. É bem provável que quando estiver lendo essa carta, eu já esteja a quilômetros de distância e para evitar os encontros constrangedores no Planeta Diário eu pedi demissão. Sinto muito por tudo isso, mas acho que ontem a noite foi o melhor jeito de dizer adeus. 
                                                                                  Lois Lane.

Ainda sem acreditar nas palavras daquela carta, Clark saiu da cama, pegou suas roupas que estavam no chão, vestiu-as e foi direto para o guarda-roupa, quando abriu a porta não viu nenhuma roupa dela, Lois levou tudo. Clark desceu as escadas e pegou o telefone para tentar ligar para o celular de Lois, mas só dava fora de área, superacelerou até o aeroporto na esperança de ainda encontrá-la por lá, olhou em todos os lugares, banheiros, salas de embarque, até mesmo nos aviões que estavam prestes a decolar e nada de encontrar Lois. Voltou pra casa sem saber o que fazer, algo deveria ter acontecido, ela não estava bem ontem à anoite. Assim que chegou em casa foi direto para o telefone e ligou para Chloe.
– Chloe, a Lois está ai com você?
– Não Clark, não vejo a Lois faz um tempo. Mas o que aconteceu? – Perguntou a loira estranhando o tom de voz dele.
– Não sei, ontem ela já estava meio estranha e hoje eu acordei e encontrei uma carta dela dizendo que era um erro o nosso casamento. – Clark parecia apavorado.
– Calma Clark, nós vamos achá-la. Oliver e eu estamos indo para Smallville e resolvemos tudo.
* * *
Lois chegou pela tarde em Gotham iria para casa de seu velho amigo Bruce Wayne que não via há anos, mas foi a única pessoa que achou que poderia ajudá-la. Parou o carro na entrada da mansão e foi em direção à porta, tocando a campainha em seguida.
– Senhorita Lane. Quanto tempo. – Cumprimentou o mordomo da mansão, Alfred.
– Oi Alfred. – Lois deu um passo a frente para abraçá-lo. – Como você vai?
– Muito bem senhorita. – E assim que se afastaram, ele continuou. – Não vai acreditar, mas o senhor Bruce e eu estávamos falando hoje mesmo de você.
– Espero que falando bem.
– Mais é claro.
– O Bruce tá ai? Estou precisando muito da ajuda dele.
– Está sim. Por favor, entre que vou lhe servir uma xicara de chá enquanto ele desce.
Os dois se encaminharam para sala onde Lois se acomodou num gigantesco e confortável sofá. Alfred foi chamar seu patrão e depois foi em direção à cozinha para preparar o chá. Pouco tempo depois o empresário Bruce Wayne desceu as escadas e foi em direção a Lois.
– Ora, ora se não é a intrépida repórter Lois Lane.
– Bruce! Senti saudades. – Correu para seus braços abraçando-o.
– Senti saudades também. Como você está?
– Na medida do possível estou bem. – Respondeu com um olhar triste.
– Venha vamos nos sentar. – E foram os para o sofá da sala. – Então, o que a trás em Gotham nas vésperas do seu casamento?
– Eu vim por que eu preciso da sua ajuda, eu não vou mais me casar. E eu tenho que desaparecer por um tempo, daí eu pensei que poderia ficar aqui até achar um lugar pra ficar.
– Você pode ficar aqui o tempo que quiser Lois, mas por que não vai mais se casar? – Lois foi resumindo a história excluindo o fato de Clark ser um super-herói, só contou que ele tinha uma namorada maluca que tinha algo contra ele e que se ela não se afastasse dele iria sofrer as consequências. – Nossa Lois, sinto muito. Deve ser uma situação complicada.
  Enquanto Bruce mostrava seu suporte Alfred entrava na sala com uma bandeja nas mãos e foi servir o chá.
– Alfred, mande pegar as malas da senhorita Lane e instalá-la no quarto de hospedes, por favor.
– Sim senhor. Vai ser um prazer tê-la aqui senhorita Lane. – Lois sorriu como resposta e o mordomo saiu em seguida.
– Obrigada Bruce, não sei como agradecer o que está fazendo por mim, mas eu prometo que não vou ficar muito tempo aqui. Clark não pode me achar e uma coisa eu aprendi sendo criada no exército, se quiser fugir de alguém tem que se deslocar constantemente.
– Já disse que pode ficar o tempo que quiser. E se precisar pode ficar em alguma das minhas casas na Europa. – Ela sorriu e ele pegou a sua mão.
– Acho que vou aceitar a oferta. Obrigada de novo. – Lois sorriu mais uma vez e o abraçou.
* * *
Assim que desligou o telefone Chloe explicou ao Oliver a situação e que iriam para Smallville para ajudar Clark na procura por Lois, chegaram pela tarde e foram direto pra fazenda.
– Chloe, Oliver, ainda bem que vieram. Estou desesperado aqui, Lois não está em lugar nenhum. – Disse Clark assim que viu os dois entrarem pela porta.
– Calma Clark. Tem certeza que ela não está em Smallville ou em Metropolis, talvez no Planeta Diário. – Falou Chloe tentando acalmá-lo.
– Não, eu já procure em todos os lugares, até no aeroporto e nada, ela disse na carta que tinha pedido demissão do jornal.
– Talvez ela esteja com o general. – Falou Oliver.
– Não, eu liguei pra ele mais cedo e ele disse que ela não estava lá, mas como ele poderia estar mentindo pra acobertar Lois, eu fui checar e ela não estava lá mesmo.
– Bom, é melhor irmos pra Watchtower e lá procurarmos por mais pistas. – Falou Chloe para Oliver.
– Eu vou com vocês. – Disse Clark.
– Olha Clark, no estado em que está é melhor ficar aqui, vai que a Lois liga pra se explicar e você está fora. Qualquer novidade nós te ligamos. – Chloe falou se aproximando dele para um abraço. – Vamos achá-la, eu prometo.
– Obrigado vocês dois.
– Tenho certeza que faria o mesmo por nós. – Oliver falou e os dois saíram rumo a Watchtower.
Clark se acomodou no sofá com uma foto dos dois nas mãos, imaginando o porquê dela ter partido, não fazia sentido, tiveram a melhor noite de todas e ela tinha dito que o amava e na manhã seguinte ela desaparece e sem nenhum motivo aparente termina tudo com ele. Só sabia de uma coisa a sensação de perdê-la era o pior sentimento que já havia experimentado.
Seus pensamentos foram interrompidos por batidas na porta, imaginou quem poderia ser, e uma esperança brotou no seu coração ao pensar que fosse Lois que tinha se arrependido e voltado para ele. Correu para a porta e se surpreendeu ao ver quem batia.
– Lana! O que faz aqui?
– Eu voltei por você Clark. – Lana foi entrando sem convite e parou no meio da sala. – Consegui tirar os efeitos do traje e agora podemos ficar juntos.
Clark fechou a porta e foi para a sala pensando que aquele era o pior momento para Lana voltar.
– Lana, eu não sei se você sabe, mas eu vou me casar com a Lois. – O sorriso que estava no rosto de Lana desapareceu e ela logo deduziu que Lois não havia cumprido o “trato” que elas fizeram.
– Oh, você e Lois, heim? – Disse fingindo surpresa. – E onde está a Lois?
Perguntou só pra ter certeza, e se surpreendeu quando viu a tristeza no rosto de Clark. Ela tinha ido embora, garota esperta. Agora o caminho estava livre para reconquistá-lo.
– É uma história complicada. – Ele falou voltando para o sofá e ela o seguiu.
– Clark acima de tudo eu sou sua amiga. Pode me contar qualquer coisa, quem sabe eu posso ajudar.
– Eu duvido que possa me ajudar. – Clark deu um longo suspiro para continuar. – Lois deixou uma carta hoje cedo dizendo que era melhor a gente não se casar porque ela estava indecisa sobre nossa relação e no final disse que ia embora, ela até se demitiu do Planeta Diário.
– Então ela terminou tudo com você porque tinha dúvidas sobre o casamento. – Lana estava explodindo de felicidade por dentro. – Talvez seja melhor assim, só prova que ela não merece você.
– Não é bem assim, Lois é tudo pra mim. Não sei se consigo seguir minha vida sem ela por perto, não vou desistir até encontrá-la.
 – Vai dar tudo certo, estou aqui por você. – Lana tentou confortá-lo e o puxou para um abraço. Não vai ser uma tarefa fácil reconquistá-lo, pensou consigo mesma.
* * *
A noite tomou conta de Gotham e Lois que estava na cidade há dois dias estava descasando no quarto da mansão do empresário Bruce Wayne, quando batidas na porta chamaram sua atenção.
– Pode entrar.
– Espero não estar incomodando. – Falou Bruce ao entrar no quarto.
– Não, só estava pensando pra onde eu devo ir. – Lois que antes estava deitada na cama se sentou e Bruce seguiu seu exemplo sentando-se ao seu lado.
– Ouvi dizer que a França está uma maravilha essa época do ano. – Brincou ele fazendo-a sorrir.
– Acho que é melhor eu ir amanhã mesmo. Se eu continuar no mesmo lugar por muito tempo é capaz do Clark me achar.
– Acho que está exagerando um pouco Lois, não tem como ele te achar aqui.
– Você não conhece o Clark, além do mais, ele não está me procurando sozinho. Chloe deve estar ajudando.
– Acho que me lembro dela. Ela é sua prima, certo?
– É. Ela é muito boa nesses assuntos de tecnologia, não vai ser muito difícil me achar.
– Semana que vem eu vou ter uma reunião, com os membros do conselho da minha empresa, em Londres, mas como você apareceu eu posso adiantar meu compromisso e ir com você pra te fazer companhia. Assim você não precisa ficar sozinha num lugar desconhecido.
– Bruce, não quero atrapalhar sua vida.
– Você nunca atrapalha. Partimos amanhã cedo.
– Obrigado. – Lois virou-se para ele e deu um abraço. Ele era mesmo um bom amigo.
– Agora vou deixar você descansar. – Levantou da cama e foi em direção à porta e acrescentou antes de sair. – Boa noite Lois.
– Boa noite.
Lois voltou a deitar na cama pensando em como as coisas mudaram em tão pouco tempo. Queria poder fazer alguma coisa em relação àquela cobra, mas nada vinha a sua mente, sentia muito a falta de Clark seu toque, seu beijo, sua voz... Queria poder ligar pra ele explicar tudo, mas sabia que se fizesse significaria a morte dele.
Virou a cabeça e avistou um telefone na mesinha de cabeceira. Ficou encarando o objeto por alguns minutos, tentada a usá-lo.
* * *
Clark estava deitado na cama abraçado ao travesseiro de Lois para sentir seu cheiro, lagrimas escorriam pelo seu rosto, como sentia falta dela, seu toque, seu beijo, sua voz... Seus pensamentos foram interrompidos pelo telefone que tocava no andar de baixo devia ser Chloe com alguma notícia de Lois. Superacelerou em seguida e atendeu.
– Alô. – Clark falou, mas ninguém respondeu do outro lado e tentou de novo. – Alô. – Nada ninguém respondeu, e num rompante do seu coração imaginou que seria Lois. – Lois é você? Lois por favor, responde. Eu sei que é você, volta pra casa, eu te amo... – E antes que Clark conseguisse falar mais alguma coisa percebeu que não havia mais ninguém na linha.
* * *
Lois desligou o telefone chorando, sem conseguir aguentar mais o ouvir sofrendo daquele jeito. Foi até a sua mala e pegou uma foto deles dois, parecia tudo tão perfeito que ela nunca imaginou que passaria por uma situação dessas. Era bom demais pra ser verdade, mas era típico na vida dela, sempre que alguma coisa de bom acontecia na vida dela, outra coisa acontecia pra acabar com sua felicidade. Mas dessa vez, achou que tudo ia ser diferente, achou que ia dar tudo certo, Clark era o cara certo, Lois estava contando com Chloe para desmascarar Lana, era sua única esperança de poder ficar com Clark de novo.
* * *
Assim que recebeu o telefonema, Clark discou o número de Chloe.
– Chloe, acabei de receber uma ligação e eu acho foi a Lois. Você pode rastrear?
– Como você sabe que foi a Lois?
– A pessoa que ligou não disse nada, mas eu pude sentir que era ela, meu coração dizia que era ela. – Falou angustiado.
– Deixa eu ver se consigo o local. – Chloe ficou em silêncio do outro lado da linha e depois deu a resposta. – Clark, vou precisar de mais tempo, mas amanhã com certeza terei a resposta.
– Ok, vou aguardar a resposta. Obrigado Chloe.
Desligou o telefone e resolveu fazer sua ronda em Metropolis, não ia conseguir dormir mesmo.
* * *
O dia amanheceu e Chloe continuava trabalhando para rastrear a ligação, Clark apareceu em seguida pra ver se tinha alguma novidade.
– E ai? Alguma coisa?
– Falta pouco pra saber de onde ela ligou. – Chloe esperou o programa concluir e virou o monitor na direção de Clark. – Ela está em Gotham. É a única coisa que posso fazer, ela não ficou tempo suficiente no telefone para saber a localidade exata.
– Gotham? O que ela está fazendo lá?
– A única pessoa que Lois conhece em Gotham é o Bruce.  Vou tentar achar o endereço dele. – Chloe voltou sua atenção para o monitor novamente e começou a digitar. – Pronto! A mansão dele fica aqui.
Clark olhou bem o local indicado na tela, nem procurou saber de onde Lois conhecia esse cara ou porque iria pra lá, a única coisa que importava era que ele sabia onde ela estava e iria atrás dela, sem se despedir de Chloe superacelerou até a cidade.
* * *
Lois desceu as escadas de manhã cedo, suas malas já estavam prontas e ela só estava esperando por Bruce para poderem ir.
– Pronto Lois, podemos ir agora. – Falou Bruce descendo as escadas.
– Ótimo. – Os dois já iam se encaminhar para fora da mansão quando Lois se deu conta que esqueceu sua bolça. – Espera Bruce, esqueci minha bolça lá encima espera só um minuto que eu já volto.
Bruce assentiu com a cabeça e se acomodou no sofá para poder esperá-la. Mas um barulho na porta de sua mansão chamou sua atenção.
– O senhor não pode ir entrando assim. – Bruce ouviu a voz de Alfred e foi averiguar o que era.
– Eu só quero falar com a Lois.
– O que está acontecendo aqui? – Bruce perguntou irritado com a confusão.
– Eu sou Clark Kent, o noivo da Lois. Eu sei que ela tá aqui só me deixem falar com ela.
– Tudo bem Alfred, deixe o rapaz passa. – Alfred saiu do caminho de Clark e tanto ele como Bruce foram para sala, e nesse mesmo momento Lois desceu as escadas tão distraída que nem percebeu a presença de Clark na sala.
– Pronto Bruce, podemos ir agora. Quanto mais cedo partirmos menos chance tem do... Clark o que faz aqui? – Lois finalmente percebeu sua presença.
– Eu vim atrás de você. Por que me deixou sem nenhum motivo? E não me venha dizer que foi por medo do nosso casamento, porque eu sei que não é verdade. – Conforme Clark foi falando, foi se aproximando dela.
Lois foi se afastando dele e em seguida lhe deu as costas, não conseguia encará-lo.
– Sinto muito Clark, mas tudo que está naquela carta é verdade. – Lois parou um pouco para tomar coragem e continuou. – Eu descobri que não quero me casar, tem muitas coisas que ainda preciso viver antes disso acontecer.
– Se você não quer se casar, tudo bem. Nós cancelamos o casamento, mas volta pra casa comigo Lois. – Clark falou não entendendo muito bem a atitude de Lois.
– Clark, você não entende. Eu não vou voltar, eu... não te amo mais, agora por favor vai embora. – Lois falou com o coração apertado e uma lagrima solitária escorreu pelo seu rosto.
Clark não podia acreditar no que estava ouvindo, ainda mais depois daquela noite em que ela disse que sempre o amaria. Ele se aproximou mais dela e tocou seus braços obrigando-a a virar-se para ele.
– Eu só vou sair daqui se você repetir isso olhando nos meus olhos.
Lois não ia conseguir fazer aquilo, amava-o demais para machucá-lo daquele jeito, mas sua vida estava em jogo. Sem outra opção olhou em direção a Bruce como se estivesse pedindo por ajuda.
– Tá certo rapaz, acho que a Lois já disse o que quer. É melhor sair agora. – O milionário se aproximou de Clark fazendo afastar-se de Lois.
– Eu sei que não é verdade. Por favor, me diz o que está acontecendo. – Clark ignorou as palavras de Bruce e não tirou os olhos de Lois.
– O que está acontecendo é que eu percebi a tempo a besteira que estava fazendo ao me casar com um caipira de Smallville. – Lois desviou seu olhar do dele e continuou. – Você é um cara legal Clark, mas não é bom o suficiente pra mim. Eu preciso de mais e você não pode me oferecer isso.
Clark ouvia tudo aquilo profundamente magoado, nunca achou que Lois pensasse essas coisas dele, os dois pareciam felizes com o que tinham.
– E já que eu não posso te oferecer essas coisas, você achou alguém que possa, não é? – Lois olhou pra Bruce e para ter certeza de que Clark sairia, se aproximou do amigo e segurou sua mão. – Acho que fez sua escolha então Lois. Adeus.
Assim que Clark saiu Lois não se conteve e derramou todas as lágrimas contidas, Bruce comovido com a história abraçou a amiga para confortá-la.
– Senhor Bruce o carro já está aguardando. – Alfred interrompeu os dois.
– Cancele tudo Alfred, não vamos mais viajar. – Lois olhou para Bruce e ele justificou. – Agora que ele já sabe onde você está não precisa mais fugir. Pode ficar aqui até organizar sua vida de novo.
Lois agradeceu a generosidade do amigo e subiu as escadas para levar suas malas de volta para o quarto de hóspedes.
* * *
Clark chegou à fazenda, devastado, não podia acreditar no que estava acontecendo, acabara de perder o amor de sua vida e junto perdera a vontade de viver, não via mais razão para continuar respirando sem ela ao seu lado sua vida não era nada, ela era sua vida. Clark estava mergulhado em seus pensamentos que nem percebeu Lana sentada no sofá esperando por ele.
– Clark, tá tudo bem? – Perguntou levantando-se e indo a sua direção.
– Lana, o que faz aqui? – Clark perguntou desanimado, não queria ver ninguém agora.
– Vim pra ver como você estava. Mas o que aconteceu?
Clark se dirigiu ao sofá e Lana rapidamente o seguiu. E sem se conter mais levou ambas as mãos ao rosto e desatou a chorar. Lana viu seu sofrimento e o abraçou tentando confortá-lo.
– Ela me deixou. – Foi a única coisa que ele conseguiu falar.
Imediatamente Lana esboçou um sorriso se certificando que Clark não visse.
* * *
Chloe continuou sua pesquisa, achando muito estranho o comportamento de Lois, mas não encontrou nada. Minutos depois seu celular toca, era um número desconhecido.
– Alô.
– Oi, você é Chloe Sullivan? – O homem perguntou do outro lado da linha.
– Sim, sou eu. E quem é você?
– Eu sou Dr. Slone, estive cuidando da sua amiga Lana nos últimos anos, mas ela fugiu dos nossos laboratórios. Uma das experiências para tirar seus poderes não deu certo e isso alterou seu comportamento. Queria saber onde posso encontrá-la, ela pode ser muito perigosa.
– Pode deixar Dr. Eu vou tentar achá-la e te ligo com alguma resposta. – Chloe absorvia a nova informação e desligou o telefone.
Foi direto para o computador procurou em câmeras de vigilância do Planeta Diário suspeitando que o desaparecimento da Lois tinha alguma coisa haver com essa história.
* * *
Lana continuava na fazenda com a desculpa de dar algum ‘suporte’ ao Clark, estavam sentados no sofá ele não parou de chorar por um minuto, Lana já estava ficando cansada de tanto choro, Lois tinha mesmo feito a sua cabeça, mas tudo aquilo iria mudar, em breve ele ia se dar conta que nunca parou de amá-la e esqueceria Lois de uma vez por todas.
Lana se levantou do sofá com a desculpa de fazer um chá para acalmá-lo e ele continuou lá pensando em como as coisas mudam em tão pouco tempo. Se despertou dos seus pensamentos quando seu telefone tocou, levantou e foi atender.
– Clark, você tem que sair daí. Lana está doente, ela pode ser perigosa.
– Chloe, calma. O que está dizendo? Lana o quê? – Clark perguntou na medida em que Lana voltava para a sala com duas xicaras de chá.
– O médico que tratou ela contra os efeitos da kryptonita me ligou e disse que ela pode ser perigosa. Então eu fui investigar e descobri que ela se encontrou com a Lois um dia antes da Lois te deixar.
Clark ouvia atentamente ao que Chloe dizia sem poder acreditar no que Lana tinha feito e antes mesmo de dar uma resposta para Chloe, sentiu uma forte dor atrás da sua cabeça e caiu inconsciente.
– Queria que as coisas fossem mais simples. – Falou Lana com um pedaço de kryptonita nas mãos.
* * *
– Clark? Clark?! – Chloe chamou do outro lado da linha, mas já era tarde demais.
Na mesma hora Chloe pegou o seu celular para poder ligar para a prima. Mas ninguém atendeu, Lois provavelmente não ia queria atender e sem ter outra opção mandou uma mensagem de texto explicando tudo e que Clark corria perigo. Se Lois não visse, teria que achar outra maneira de entrar em contato com ela.
* * *
Lois estava deitada na e cama ouviu seu celular tocar na mesa de cabeceira e quando foi olhar no visor viu o nome da prima, provavelmente ligando pra saber o porquê dela ter deixado Clark. Decidiu não atender, não queria mentir pra mais ninguém. Poucos minutos depois ouve seu celular tocar de novo, mas dessa vez era uma mensagem, Lois leu atentamente e num impulso desceu as escadas gritando o nome de Bruce.
– Lois, calma. O que aconteceu? – O milionário perguntou se levantando do sofá.
– Você tem que me ajudar. Clark está em perigo, preciso ir o mais rápido para Smallville.
– Tudo bem, vamos no meu jatinho. Devemos chegar lá em 20 minutos.
* * *
Clark acordou com uma terrível dor de cabeça, se encontrou amarrado em uma cadeira no meio do celeiro e quando focalizou sua visão pode ver Lana segurando uma pedra verde nas mãos.
– Por que fez isso? – Perguntou ainda fraco.
– Você não me esperou Clark. Quando eu voltei você estava de casamento marcado com aquela piranha.
– Você não é um terço da mulher que a Lois é.
– Você está cego Clark, não vê que o seu lugar é ao meu lado.
– Mas não é mesmo! – Lois apareceu do outro lado do celeiro e foi em direção a Lana lhe acertando um soco no meio da cara.
Mal deu tempo de Lana se levantar e Lois aplicou um chute na sua barriga fazendo-a cair novamente. Lois se agachou e a segurou pelos cabelos levantando-a brutamente.
– Isso é por ter me chantageado. – A morena deu outro soco em sua barriga. – E isso é por machucar MEU NOIVO!! – Lois trouxe a cara de Lana até o seu joelho e provavelmente quebrou seu nariz, a pancada foi tão forte que deixou a oriental desacordada.
Lois correu para a pedra de kryptonita no chão e a jogou bem longe dali. Foi em direção ao Clark e o desamarrou.
– Você está bem? – Lois perguntou ajudando-o a apoiá-lo para não cair.
– Agora eu tô.
Os dois entraram na fazenda e Lois levou Clark até o sofá para que pudesse se sentar.
– Eu vou pegar um copo de água. – Disse a jornalista se levantando do sofá, mas Clark segurou sua mão impedindo-a de seguir em frente.
– Tudo bem Lois. Eu já estou melhor. – Lois voltou a se sentar no sofá.
– Chloe ligou pra polícia, eles devem estar chegando a qualquer momento para prender essa... – Lois nem pôde terminar a frase porque Clark a puxou para um beijo de tirar o folego.
Ficaram curtindo o beijo por longos minutos até Lois o interrompeu, tinham muito que conversar.
– Sinto muito ter partido. – Disse um pouco sem folego. – Só que ela ameaçou te matar se eu não partisse.
– Tudo bem. Não é sua culpa. – Clark não resistiu e a puxou para outro beijo.
Clark a deitou no sofá sem interromper o beijo, foi passando a mão por toda a extensão do seu corpo. Lois se contagiou com a sua pressa e tirou sua camisa aproveitando para arranhar suas costas no processo. Clark gemeu com o toque dela, como sentiu sua falta, afastou-se um pouco e a admirou por alguns segundos para dizer em seguida:
– Senti tanta saudade, pensei que nunca mais ia te ver.
– Também senti muito sua falta. – Clark voltou a beija-la e levou as mãos até a sua blusa desabotoando-a bem devagar e quando ia desabotoar o último botão foi interrompido.
– Lois?! – Chloe gritou enquanto ela e Oliver entravam na casa.
Os dois levantaram assustados e Clark procurou vestir sua camisa, Lois seguiu seu exemplo abotoando o resto da sua blusa.
– Desculpa atrapalhar a festa pessoal. – Oliver falou divertido para quebrar a tensão.
– A policia está aqui pra prender a Lana. – Chloe falou se aproximando dos dois.
– É, mas antes tiveram que levá-la para o hospital. Parece que ela quebrou duas costelas e o nariz. – Oliver falou imaginando o que tinha acontecido.
– De nada. – Disse Lois debochada. – Aquela vagabunda tava pedindo por isso, vocês acreditam que ela ameaçou o Clark com kryptonita.
– De certa forma, não foi culpa dela. – Falou Chloe, e ao ver o olhar de interrogação nos rostos de seus amigos completou. – O médico dela ligou, disse que os testes que ela fez pra tirar o traje não deram muito certo, ela conseguiu tirar o traje, mas tiveram efeitos colaterais, pelo que ele me disse o ‘tratamento’ atingiu seu cérebro mudando seu comportamento.
– Enfim, como chegou aqui tão rápido? – Perguntou Oliver sabendo que ela estava em Gotham.
– Bruce me ajudou, vim no jatinho particular dele.
– Bem, já que tudo está resolvido por aqui nós já vamos. – Disse Chloe se encaminhando para porta seguida por Oliver, mas antes deu um aviso. – A policia disse para vocês dois passarem por lá amanhã pra darem seus depoimentos.
– Nós vamos. E Chloe, obrigada. – Clark agradeceu, a loira sorriu como resposta e saiu em seguida.
Assim que os dois saíram Clark chegou mais perto de Lois e a segurou pela cintura depositando um beijo em seus lábios e minutos depois ela o interrompeu novamente.
– Antes da gente continuar, tem uma coisa que eu preciso falar.
– O quê? – Perguntou sorrindo hipnotizado com seus olhos.
– O que eu disse antes, sobre você não ser suficiente pra mim...
– Tá tudo bem Lois, eu sei que não falou sério.
– Ainda assim, às vezes eu acho que eu não mereço você. Me senti tão mau por ter dito aquelas coisas.
– Vamos esquecer tudo isso, o importante é que nos amamos e que nada vai nos separar de novo. – Lois sorriu e o puxou para mais um beijo.
E foram os dois, tropeçando pelos móveis, subindo as escadas rumo ao quarto sem parar de se beijar.
Fim.